Estudantes viram vereadores e lutam por melhorias em Restinga


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Desde março, um grupo de estudantes da Escola Municipal “Gilberta Vilela Rosa”, de Restinga, tem mudado o olhar sobre a cidade. Os nove alunos, com idades que variam de 12 a 15 anos, foram eleitos pelos colegas para trabalhar como vereadores mirins. Uma vez por mês (toda última sexta-feira), sentem o gostinho de como é ser legislador municipal. Eles também apresentam projetos para melhoria da escola onde estudam e da cidade, discutem problemas enfrentados no dia-a-dia e até elegem prioridades a serem tratadas. Tudo o que discutem e aprovam acaba sendo encaminhado para a Câmara Municipal para que os vereadores de verdade possam analisar e até implementar. Os estudantes mudaram até o jeito de andar pela cidade. Hoje prestam bem mais atenção para poderem levar os temas para discussão. A escola onde estudam também merece atenção especial. José Renato Otávio, 12, um dos vereadores mirins, conseguiu aprovar uma de suas propostas. “Pedi que fossem instalados resfriadores nos bebedouros da escola. Nos dias que jogamos futebol, queremos tomar água gelada e não tem”. Agora será avaliada pelos vereadores e pode até ser implantada. Marco Antônio Lúcio, 13, outro vereador mirim, quer que as cadeiras da escola sejam substituídas. José Carlos Osório, 14, está mais ligado à natureza. Apresentou um projeto que deve ser votado em breve no qual determina que as escolas promovam passeios a pé até o assentamento da Fazenda Boa Sorte, em Restinga. “A gente poderia aprender um pouco sobre as plantas”, disse Carlos, que na última quarta-feira visitou o Comércio da Franca junto com os colegas. A presidente da Câmara Mirim é Amanda Soares, 13. Disse que resolveu se candidatar por influência das amigas e do pai que também é vereador. “Estou gostando muito de tudo o que tenho aprendido”. FRANCA A mesma ideia foi implantada em Franca com um projeto da vereadora Graciela Ambrósio (PP) com a criação da Câmara Estudantil em 2001. O projeto funcionou até 2003 inclusive com projetos aprovados. Um deles pedia que as catracas de ônibus tivessem mais espaço para as crianças passarem por baixo. O projeto acabou sendo desativado por falta de interesse dos estudantes.

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