Morte sobre duas rodas


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<b>PERIGO</B> - O número de motos é cada vez maior, a valentia de seus motoristas assusta. A invasão do trânsito e das ruas é audaciosa, sem respeito algum à velocidade, aos veículos e às
<b>PERIGO</B> - O número de motos é cada vez maior, a valentia de seus motoristas assusta. A invasão do trânsito e das ruas é audaciosa, sem respeito algum à velocidade, aos veículos e às
Alguém tem que pensar no problema das motos soltas no nosso trânsito. Já escrevi sobre isto, valeu de nada. Não passa dia que se preze em que não haja desastre motociclístico em Franca. O número de motos é cada vez maior, a valentia de seus motoristas assusta. A invasão do trânsito e das ruas é audaciosa, sem respeito algum à velocidade, aos veículos e às pessoas. Devemos admitir que a moto se tornou uma opção interessante diante dos congestionamentos, além de ter virado um meio de trabalho para muitos. O fato de ser mais barata que automóvel e as facilidades no financiamento também contribuíram para o aumento da frota. Basta notar nas campanhas publicitárias de vendas de motos: pagar por uma delas custa menos que tomar ônibus diariamente, rumo ao trabalho! Some-se a isso o desgaste com engarrafamentos enfrentados pelos `quatro rodas`. Os motoqueiros, no cinema e na vida real, sempre foram vistos como rebeldes, ousados e irresponsáveis. Quem ainda se lembra da época em que o uso de capacetes não era obrigatório - pelo menos não na prática -, ou desses veículos de duas rodas carregando três e até quatro pessoas de uma só vez? Hoje, os motoqueiros estão mais atentos - até porque estão sendo mais cobrados pelas normas e pela sociedade. O que não mudou, infelizmente, foi a curva ascendente no número de acidentes, internações e mortes envolvendo motoqueiros e seus veículos. Mesmo assim são muitos os irresponsáveis, como certos pais que conduzem crianças em motos. No final da semana passada, horrorizado, vi um cidadão transportando um bebê de poucos meses, trafegando em alta velocidade no centro de Franca, pela Rua General Osório. Será que pais assim, desmiolados, ignoram o risco ou nem se preocupam com isso? Em caso de queda de uma moto, o choque será diretamente no corpo dos passageiros. A moto é um veículo que não tem parachoque, nem carroceria. Num acidente, por menor que seja, os passageiros irão ao chão. Os adultos provavelmente terão a cabeça protegida, pelo uso do capacete. E os bebês? Será que a manta que os cobre será suficiente para protegê-los do impacto da queda? Ou ainda, a touquinha que usam, amenizará o impacto com o chão? E os motoboys carregando pizza, galões de água, comida de fast-food, em alta velocidade? Parece-me que há uma vaidade toda pessoal no centauro motociclístico: atravessei a cidade em dez minutos, o táxi gasta quarenta! E vão dançando, cortando pela direita, pela esquerda, subindo no passeio, atravessando sinal fechado, o pé (opa!, a mão) sempre fundo no acelerador. O resultado aí está, todo dia, na página de jornal - morreu, matou, quebrou ou foi quebrado? Pior ainda: são jovens na maioria, e é uma tristeza ver que perderam a vida tão cedo. E o número de mortes cresce, como agora, no período junino, muitas delas motivadas pela explosiva mistura de álcool com direção, que já provou não ser a ideal. Lamentavelmente a Lei Seca foi mais uma que não `colou`. Molhou-se completamente no vendaval de falta de vontade política, equipamentos reduzidos, salários aviltados, tudo isso concorrendo para que a esperada mudança de hábito não se concretizasse. Maravilhosa na teoria, a Lei Seca esbarra numa prática onde corrupção e despreparo se unem para continuar fazendo de nossas ruas matadouros legais, onde cada um cuida de si e Deus, de todos. <b>JORNALISTA X COZINHEIRO</b> A profissão de jornalista foi comparada à de cozinheiro. Nada contra, toda profissão é digna desde que seja exercida com dignidade. Eu jamais me atreveria a entrar na alçada de um mestre da cozinha, nem ele na minha, a não ser dentro de casa onde, acredito, ele escreva lá os conceitos dele assim como eu, escondidinho, faço minhas acanhadas incursões pelo fascinante mundo da culinária. De modo que, se o ministro da mais alta Corte quis ofender um ou outro lado, quebrou a cara, deu com os burros n`água. <b>SÓ NO BRASIL</b> Veja o absurdo em que vivemos: o Brasil tem dinheiro para emprestar ao FMI, mas, em Belo Horizonte, os guardas municipais usam caixas de papelão como se fossem coletes à prova de balas para enganar os bandidos. <b>CIRCULA NA INTERNET</b> As mulheres eram superiores aos homens. Tanto fizeram que encontraram a igualdade. <b>NEGATIVO</b> O comportamento de algumas pessoas dentro dos supermercados em Franca é o espelho de como agem no trânsito. É comum largarem o carrinho de compras no meio do corredor, provavelmente os mesmos que param o veículo em fila dupla. Os que não retiram o carrinho da frente do caixa após passar as compras, vai ver trafegam na faixa esquerda em marcha lenta. <b>POSITIVO</b> O Lions Clube Franca Cidade Nova nos envia convite para a solenidade de posse de sua nova diretoria. A cerimônia acontece nesta sexta-feira, às 20 horas, na sede social do Lions, na Rua Arnaldo Teixeira Lemos, 1201, Parque Progresso. O amigo Marcelo Nalini de Oliveira assume a presidência do clube; Paulo Aparecido Madi será empossado como secretário; Milton Dutra tesoureiro; Pablo Barros Pedigone, diretor associados, e Giulio Golinelli, a direção social do Lions. Nossos cumprimentos à nova diretoria. <b>COLEÇÃO</b> O sujeito vai ao psiquiatra e conta seu problema: “Doutor, a minha mulher vive dizendo que sou maluco só porque gosto de mortadela!” O doutor responde: “Mas isso não faz o menor sentido, eu também adoro mortadela!” E o paciente: “Legal, então vamos lá pra casa ver a minha coleção. Eu já tenho mais de trezentas!” <b>Edward de Souza</b> <i>Jornalista e radialista</i> edward@comerciodafranca.com.br

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