A auxiliar de cozinha de 37 anos, mãe da menina estuprada, reclamou da forma como foi atendida pelo Conselho Tutelar e no Pronto-Socorro “Doutor Janjão”. Ela contou estar trabalhando quando a filha foi levada para o PS e só teria ficado sabendo do ocorrido, quando foi chamada pelo Conselho Tutelar.
“Quando cheguei, a conselheira tutelar Vanessa Aparecida Barbosa, já estava lá. Ela começou a insinuar que o episódio teria acontecido em família e que meu marido seria o agressor. Ela duvidou da história e queria deixar o registro para o dia seguinte. E o médico ainda disse que ela não tinha nada. Um absurdo!”, disse a mulher.
Ontem Vanessa esteve de folga depois de ter ficado de plantão na terça-feira. Lucas Verzola, também membro do Conselho, disse ter conversado com ela sobre o assunto e explicou: “A maioria dos casos de violência em Franca envolvem familiares das vítimas, portanto é natural que a conselheira tire qualquer dúvida antes de liberar a criança para voltar para casa”.
Ainda segundo ele, a conselheira ainda no PS teria sugerido uma entrevista com a psicóloga da DDM para ajudar a entender o que havia acontecido, o que só poderia ser realizado no dia seguinte. “O BO foi registrado como deveria. Acreditamos que a atuação do Conselho Tutelar nesse caso foi correta”, afirmou.
Quanto ao atendimento no Janjão, o secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, explicou que o médico do pronto-socorro fez o que lhe competia. “A constatação do estupro deve ser feito por um perito do IML. Os profissionais da rede pública de saúde tem o dever de avaliar a parte clínica do paciente e nos casos em que há suspeita de violência, chamar a polícia. Foi o que foi feito. A menina estava bem, foi liberada e o Conselho acionado”, concluiu Ferreira.
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