Pistolagem


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Quero dizer ao articulista Garcia Netto, que produziu "Clodovil", à página 2 deste Comércio (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=44304), que a colonização do Brasil pelos portugueses nos deu, dentre outras coisas, o "jeitinho brasileiro", principalmente para se conseguir as benesses do poder. Quando D. João VI desembarcou por aqui fugido de Portugal em 1807, em quinze navios lotados de fidalgos, escoltados por navios ingleses em razão da invasão da França em Portugal, trezentos anos já haviam decorrido do "descobrimento" do Brasil. Chegando, precisou dar ocupação aos `nobres` que o acompanharam. Como emprego leve não havia para toda aquela gente, D. João VI passou a criar ministérios, departamentos, intendências e outros. Distribuiu por decretos para quem tinha título de nobreza. Aconteceu que um desses "nobres" não tinha título de verdade para apresentar-se a uma repartição, um escalão mais abaixo. Diante disso, o cidadão recorreu a um legítimo nobre e solicitou encaminhamento para conseguir galgar o posto que pretendia. Diante da solicitação, o nobre, que não emitia título de nobreza a ninguém, ofereceu àquele desafortunado a sua pistola, arma que continha um brasão de gente importante. Foi assim que se espalhou a pistolagem no Brasil. Quem tem pistolão (padrinho) consegue entrar invisivelmente para "trabalhar" no Congresso Nacional. Quem não tem, não entra não... Carlos de Assumpção Júnior Franca - SP

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