O trevo na entrada de Pedregulho é bem sinalizado, amplo e com bastante visibilidade. Para o tenente-coronel, João Paulo Macedo Brandão Júnior, comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar sediado em Franca, as características do local aliadas ao bom tempo deixam poucas explicações possíveis para o acidente. "Nós só vamos descobrir o que aconteceu com o trabalho da perícia. Ela vai avaliar outros elementos como peso, frenagem... Eles também devem fazer uma perícia no veículo para ver se houve algum problema, como por exemplo se houve falha no freio", disse ele.
O motorista do ônibus escolar, ARA, 22, também disse não entender o que houve, mas culpa a alta velocidade do caminhão pelo acidente. "Eu estava cruzando o trevo, quando o caminhão veio e acertou no meio do ônibus. Não deu para fazer nada. Ele vinha muito rápido. Quando eu entrei no trevo, não havia veículo nenhum e, de repente... Ele passou de uma vez", contou ele.
ARA está acostumado a transportar as crianças. "Faço isso todos os dias, de segunda a sexta. Busco os meninos nas escolas da cidade e levo para o Taquari", disse.
O serviço de transporte dos estudantes em Pedregulho é terceirizado. E de acordo com Antônio Carmo Jacinto, assessor de transporte escolar, toda a documentação da empresa estava regular. "O seguro está correto e as vistorias, em dia. O ônibus tinha capacidade para transportar 50 pessoas e carregava 48, ou seja, todos estavam bem acomodados", disse ele.
Pedregulho é um dos maiores municípios do Estado com 700 quilômetros quadrados e cerca de 15 mil habitantes. Segundo Jacinto, 800 crianças são transportadas todos os dias. "Temos 23 rotas subdivididas em várias linhas por onde circulam 60 veículos", explicou.
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