O desespero pode ser visto nos rostos de cada pessoa que esteve ontem no local do acidente. Minutos depois da batida, os alunos começaram a ligar para os pais de celulares e aos poucos a rodovia foi tomada por parentes aflitos. Os feridos mais graves foram levados para a Santa Casa de Pedregulho em uma Unidade de Resgate de Franca e uma ambulância de Jeriquara.
O grande número de feridos forçou o acionamento de um outro ônibus para levar os que tinham escoriações até Pedregulho. A ajuda veio também de motoristas e parentes. O tio de um dos estudantes feridos contou ter cruzado com o ônibus na Avenida Orestes Quércia pouco antes. “Assim que cheguei em Pedegulho, me ligaram para contar o que aconteceu. Imediatamente peguei meu carro e fui para o local.
De lá trouxe mais quatro rapazes para a Santa Casa”, contou ele.
Na via, ao lado do ônibus tombado, a lavradora RF chorou ao reencontrar o único filho. “Eu estava na roça, trabalhando. Quando me ligaram, perdi o chão. Não conseguia acreditar que tudo estava bem. Mas quando cheguei e vi ele bem, nasci de novo”,afirmou.
Assustado e ainda tremendo, o menino de 14 anos contou o que viu: “O motorista veio buzinando, mas o caminhão não parou e, de repente ele acertou o ônibus bem do meu lado. Fui jogado para o outro lado. Todo mundo gritava e havia muito sangue. Vi dois garotos muito machucados, um no pé e o outro na mão”, disse ele.
Os dois alunos com ferimentos mais graves foram levados para a Santa Casa de Franca e para o Hospital São Joaquim. Um deles, de 15 anos, teve fratura exposta no pé direito. Operado, passa bem. O outro, de apenas 10, machucou gravemente a mão direita. Ele passou por cirurgia e corria o risco de ter parte do membro amputado.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.