Filosofia, ética, Olimpíadas e democracia são conhecidas palavras do nosso dia-a-dia que nos reportam ao início da civilização ocidental. Com o propósito de conferir esses e muitos outros legados helênicos, a bancária Luciana Duarte Moreira, 37, dedicou 17 inesquecíveis dias visitando a Grécia.
Com saída e retorno ao Brasil respectivamente em 11 e 28 de maio, a francana, além de desbravar o roteiro religioso do Apóstolo São Paulo, perpassou lugares que guardam mais de três mil anos de história e que desempenham influência primordial no conhecimento que a humanidade acumula sobre política, mitologia e arte. “Não poderíamos deixar de explorar esse país único e admirável”, afirma.
Tudo começou em Atenas, capital e maior cidade da Grécia com quase quatro milhões de habitantes e localizada na periferia de Ática - é assim que se dividem os territórios gregos. Foi inevitável a subida até a Acrópole, ou “Cidade Alta”, onde se construíam, na Antiguidade, a maior parte dos templos políticos e religiosos. Por lá, Luciana conferiu monumentos deixados para a posteridade como o Erecteio, o Odeon de Herodes Ático e, claro, o Partenon, templo erigido no século 5º a.C em homenagem a Atena, a Deusa da Guerra. “Estar na Acrópole e admirar aquelas ruínas nos faz voltar no tempo e reviver a história”, comenta.
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Partindo do Porto de Pireo, a bancária fez um rápido cruzeiro pelas ilhas do Golfo Sarônico -Hydra, Poros e Egina, distante a aproximadamente 40 quilômetros. Porém isso foi apenas a parte inicial do roteiro. Luciana também pôde encantar-se com ruelas, construções típicas, restaurantes e belezas naturais de Olímpia, Kalambaka,Tessalônica, Rhodes, Santorini e Mykonos, visualizando assim boa parte do território da também conhecida Hélade - era assim que se chamava o território grego antes dos romanos criarem a atual denominação.
Algumas das visitações mais marcantes se deram no Teatro de Epidauro e nas ruínas do túmulo do Rei Agamenon, em Micenas, além da cidade medieval na Ilha de Rhodes, patrimônio da humanidade de onde se vê a Baía de São Paulo “com águas transparentes e azuis”.
Para a francana também foi impressionante conhecer alguns dos 21 mosteiros de Meteora, perto de Kalambaka, na região da Tessália. “Ali percebemos a verdadeira obra de Deus. Gigantescas pedras em forma de torres e pilares com 150 metros de altura impressionam. Os mosteiros foram construídos no topo das rochas.
Lá de cima o silêncio é quebrado pelo assovio do vento, transmitindo muita força espiritual, tranquilidade e paz”. Um dos momentos mais fortes da viagem, conta Luciana, ocorreu em Beréia, onde realizaram uma celebração eucarística no Monumento de São Paulo. Relata a bancária que, por providência divina, a chuva fina que caía cessou para que o rito pudesse acontecer. “Em questões de minutos o vento parou e naquele lugar calmo só ouvíamos o canto dos pássaros”.
Tantas experiências renovadoras justificam os cerca de R$ 10,7 mil gastos no passeio. O valor inclui hospedagem em sete hotéis diferentes com pensão completa, passagens aéreas de ida e volta entre São Paulo e Atenas e bilhetes para passeios de barco e visita a parques.
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