O pedreiro Lindoval de Jesus Pereira, vai a Júri Popular pelo assassinato da estudante de medicina Virlânea Augusta de Lima, 28, que morava em Uberaba (MG), no ano passado. Pereira pode pegar de 12 a 30 anos de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e pela ocultação do cadáver. Ele é acusado de ter matado a ex-namorada, uma estudante de medicina, em outubro de 2008 e jogado o corpo amarrado com uma marreta nas águas do Rio Grande em Igarapava. O cadáver foi encontrado dois dias depois.
A sentença de pronúncia foi feita pelo juiz Habid Felippe Jabour, da 2ª Vara Criminal de Uberaba. Na decisão, ele manteve a prisão do pedreiro, que se encontra detido na Penitenciária daquele município. O julgamento no Júri Popular ainda não tem data marcada, pois ainda há o direito de recorrer da decisão. O advogado de defesa chegou e pedir a liberdade do pedreiro, mas a Justiça indeferiu o pedido a fim de "resguardar a ordem pública, bastante abalada em decorrência da repercussão do crime, e até para assegurar a aplicação da lei".
CRIME BÁRBARO
O crime ocorreu na manhã do dia 12 de outubro de 2008 e teve muita repercussão em todo Sul de Minas Gerais e Nordeste de São Paulo.
A estudante de medicina Virlânea Augusta de Lima seguia para realizar plantão no Hospital das Clínicas da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) onde trabalhava como estagiária. Segundo apurado pela polícia, ela foi cercada pelo pedreiro, com o qual havia se relacionado e terminado o romance meses antes.
Lindoval de Jesus obrigou a jovem a entrar no carro e a levou até uma estrada perto do Rio Grande em Igarapava onde a teria matado. A polícia diz que ela morreu após golpes de um "objeto contundente". Havia hematomas no corpo, que foi amarrado a duas marretas e uma roldana de aço para afundar no Rio Grande.
Lindoval negou ter cometido o assassinato e teve o álibi desfeito após a quebra de seu sigilo telefônico. Alguns registros de ligações indicaram a presença do acusado perto da casa da vítima e nas proximidades de onde o corpo foi encontrado. Outras provas são os objetos que foram amarrados no corpo de Virlânea. Uma testemunha diz ter dado de presente a roldana e as marretas ao pedreiro quando trabalhavam juntos.
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