Trinta e oito policiais civis - incluindo os homens do GOE (Grupo de Operações Especiais) - foram mobilizados para proteger o Fórum Alberto de Azevedo, em Franca, na tarde de ontem. No interior do prédio, nove presos, acusados de fazer parte de uma quadrilha de tráfico de drogas ligada à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), prestaram um longo depoimento.
Com o apoio da Polícia Militar, o trânsito na Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso ficou interrompido entre às 13 e 17 horas, o que complicou o tráfego na rotatória com a Avenida Major Nicácio. A circulação de veículos só foi liberada depois que os detentos retornaram às penitenciárias e CDPs (Centros de Detenção Provisória) onde estão presos nas cidades de São José do Rio Preto, Araraquara, Serra Azul e Ribeirão Preto.
De acordo com o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, Márcio Murari, a presença maciça de policias se fez necessária depois que setores de inteligência da Polícia Civil do Estado receberam a informação de uma possível tentativa de resgate de presos. Os homens estariam armados e chegariam à cidade em uma van.
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As audiências começaram às 14h30. Nove presos, quatro testemunhas de acusação e 23 de defesa foram ouvidos pelo juiz. De acordo com o promotor de Justiça Claudemir Aparecido de Oliveira, a próxima etapa do processo será o exame das provas. "Guardamos a parte externa do Fórum, principalmente as entradas. A interrupção do tráfego foi uma medida necessária para garantir a segurança do local, da população e também dos presos", disse Murari.
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