Voltadas mais ao público de classe média, lojas como Collor Móveis e Expomóveis também sentiram retração nas vendas de produtos mais caros. Desde meados de outubro do ano passado os chamados clientes potenciais desapareceram e as empresas precisaram diminuir o lucro e se adequar às dificuldades.
Gerente de vendas da Collor Móveis da Avenida Moacir Vieira Coelho, Paulo César Pimentel disse que nos dois últimos meses em torno de R$ 12 mil deixaram de ser vendidos pela empresa. “As vendas caíram e as que realizamos são de produtos com preços mais inferiores. Se antes o cliente comprava uma mesa de jantar de R$ 3 mil hoje ele prefere uma que custe a metade”.
Para o proprietário da Expomóveis, Paulo Henrique Ravagnani, produtos mais caros têm ficado encalhados nas lojas, pois durante as compras ele tem priorizado móveis de qualidade mas com uma matéria-prima inferior. Outra alternativa foi aumentar os prazos de pagamento e retirar os juros. “Temos muita concorrência e para não perder vendas temos que nos adequar ao mercado”.
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