Familiares e parentes se despedem de Aparecida Traficante Franchini


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Depois de 30 dias de internação no Hospital Regional de Franca, onde recebia cuidados para complicações derivadas do mal de Alzheimer e de uma pneunomia, morreu Aparecida Traficante Franchini, viúva do saudoso Bráulio Franchini, tradicionais moradores do bairro Cidade Nova, de Franca. Há oito anos, Aparecida viu aparecer os primeiros sintomas de Alzheimer. Logo após, sofreu uma fratura de fêmur, mas conseguiu se recuperar, sobretudo em função de sua grande alegria de viver, segundo contou ao Comércio sua filha Ana Maria. Nova queda e mais uma fratura, desta feita no fêmur oposto, roubaram-lhe o restante de sua qualidade de vida. Acamada definitivamente, o recrudescimento de Alzheimer fez definhar sua memória até o agravamento do quadro físico, há trinta dias. Morreu às 2 horas da terça-feira, 16. De seu casamento nasceram três filhos (João Carlos, casado com Cleuza, diretores da empresa Desejo e Sabor; Lúcia Helena, viúva de Expedido de Oliveira Campos; Ana Maria, casada com Irineu Miguel Filho), seis netos (Márcio, casado com Leandra; Marcelo, casado com Angélica; Paulo, Adriana, casada com Rodrigo Collares Santos, residentes em Belo Horizonte; Ana Paula e Eduardo), além de seis bisnetos (Murilo, Gabriela, Rafaella, Heloísa, Vitor e Beatriz). Era irmã dos saudosos João Traficante (um dos mais respeitados "relações-públicas" de Franca em todos os tempos, ex-redator deste jornal, casado com Anita), Luisa (casada com José Marques), Francisco (casado com Caetana), Domingas (casada com Francisco "Cachoeira" Garcia e mãe de Hélio Rubens, Fransérgio e Totô, do basquete francano). Formou, com o marido, casal alegre por excelência. Adorava festas (principalmente o Carnaval), viagens, pescarias. Era uma exímia quituteira. Só deixava de lado o riso franco e aberto quando acompanhava, pelo rádio, as partidas do basquete francano. "Minha mãe ficava `desnorteada` quanto o time jogava, torcedora fanática que era", disse Ana. Acompanhou os primeiros passos da empresa Desejo e Sabor, fundada pelo filho João Carlos. "Ia praticamente todos os dias auxiliar a nora, Cleuza, no preparo das delícias que compunham os produtos. É uma pena que a doença não tenha permitido a ela testemunhar o sucesso da empresa que apoiou como pôde". Ana Maria, ainda em sua fala ao Comércio, fez questão de deixar, em nome da família, agradecimento especial ao corpo clínico do Hospital Regional, especialmente ao "jovem, paciente, dedicado e carinhoso Dr. Cairo Faraco Alonso Y Alonso, neto do Dr. Alonso, de saudosa memória, pelo que fez por minha mãe". O corpo foi velado no São Vicente de Paulo. O sepultamente aconteceu no Cemitério da Saudade, às 17 horas da terça-feira, 16.

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