‘Eu aconselho às mulheres de hoje a não terem filhos’


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<B>SOFRIMENTO</B> - NBA é vista no sofá da sua casa. Mãe de quatro filhos, ela enfrenta sérios problemas com os dois mais velhos
<B>SOFRIMENTO</B> - NBA é vista no sofá da sua casa. Mãe de quatro filhos, ela enfrenta sérios problemas com os dois mais velhos
Aos 43 anos, NBA, dona de casa, é mãe de quatro filhos com idades de 19, 16, 13 e 5 anos. Os três primeiros são do mesmo pai, de quem se separou faz 11 anos. Ela diz que foi traída e por isso terminou o casamento. Desde então, assumiu sozinha a educação dos filhos. Mas se sente frustrada. Vítima da desobediência e até ameaças de morte dos próprios filhos, precisou pedir socorro há quatro anos. O filho mais velho começou a usar drogas e NBA recorreu ao Conselho Tutelar. Em 2008, a dona de casa reviveu as dificuldades. Desta vez, a protagonista foi a segunda filha, de 16 anos. A garota não tem limites. Não avisa onde vai, não dorme todas as noites em casa e falta à escola. Criada numa família em que só com o olhar dos pais já se entendia uma repreensão, NBA não entende seus filhos. Em momentos de desespero, ela já pensou em se matar. "Não faço porque meus filhos não têm ninguém. Só a mim." <B>Comércio da Franca</B> - Quando a senhora começou a ter problemas com os filhos? <B>NBA</B> - Faz uns quatro anos. Meu filho mais velho estava com 15 anos e se envolveu com drogas. Tinha muita briga em casa, ele mudou o comportamento e eu não entendia. Até que ele me contou que usava drogas. Eu era criticada pela família porque diziam que eu não soube criá-los. Eu pedia ajuda para o pai e ele não me ajudava, só falava que já dava pensão e que eu que tinha de me virar. A polícia pegava ele fumando e levava, aí, por ser menor, eu tinha de buscar. <B>Comércio</B> - A senhora acha que falhou na educação dele? <B>NBA</B> - Fiz de tudo. Não deixava ir para a rua. Foi o filho em que eu mais bati. Eu tomei tanto cuidado, mas aconteceu dentro de casa. Os próprios primos incentivaram meu filho a mexer com droga. O perigo estava dentro da minha casa. Até hoje ele usa. Não me dá trabalho mais. Antes dormia fora de casa. Eu ficava desesperada. Ele saía na sexta e chegava no domingo. Eu não sabia onde ele estava. Eu pensava sempre no pior. Quando você tem um filho assim, você não espera nada de bom. Como a própria polícia fala, eles estão carregando dois `cês`: cadeia ou cemitério (...) Quando achei maconha aqui em casa, eu chamei a polícia para meu filho. Eu não passo a mão na cabeça. Não entendo o que acontece. <B>Comércio</B> - A senhora passou noites em claro? <B>NBA</B> - Eu ainda passo. O Conselho veio muitas vezes aqui em casa, deu bronca, deu dicas, mas não adiantou. Eu penso que a lei precisa mudar. Para começar, eu acho errado o menor começar a trabalhar só aos 16 anos. Eu comecei a trabalhar aos 8 anos e não morri. Aos 16 anos, o menino já está um homem feito. Também acho que tinha que forçar o jovem a parar de usar drogas. Tem que falar que ou ele para ou vai ser obrigado a ir para uma casa para acompanhamento, para ficar de castigo. A droga acalma, dá alegria, você acha que eles vão querer parar? Nunca. <B>Comércio</B> - Hoje a senhora tem problemas com outra filha? <B>NBA</B> - Ela está andando com más companhias. Mente. Fala que vai para a escola e vai para outro canto. Já bati, mas não adianta. Ela coloca a coberta enrolada na cama para fazer de conta que está dormindo e pula o muro para sair. Ela me ameaça e fala que se eu estiver morrendo e precisar de alguém, nem precisa chamar ela se não acaba de me matar. Mas não tenho medo. É só ameaça. <B>Comércio</B> - Sendo mãe, como a senhora fica diante desse comportamento? <B>NBA</B> - Eu me sinto uma inútil, uma derrotada. Tanta gente sonha em ter um filho. Sinceramente, eu aconselho as mulheres de hoje a quando se casarem não terem filho. Antigamente se tinha filhos, hoje não, estão nascendo uns monstros. Eu faço de tudo pelos meus filhos, mas eles não me atendem. Sempre choro. Não durmo direito. Isso dói muito. <B>Comércio</B> - Ainda tem esperança de vê-los diferentes? <B>NBA</B> - Sim. Meu filho diz que voltará a estudar. Tenho esperança de vê-lo arrumar uma boa moça, se casar e minha filha também. Espero em Deus que estudem, tenham profissão e uma família.

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