O encanto das águas da Serra da Canastra


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<B>NATUREZA E CURTIÇÃO</B> - Christine Maia e Carlos Eduardo em uma paisagem incrível na Canastra
<B>NATUREZA E CURTIÇÃO</B> - Christine Maia e Carlos Eduardo em uma paisagem incrível na Canastra
Mais de 200 mil hectares em uma região que abrange as cidades mineiras de São Roque de Minas, Vargem Bonita, Delfinópolis, Sacramento, São João Batista do Glória e Capitólio. O conglomerado de beleza natural forma a região ecoturístia da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, destino escolhido pelo casal de empresários Christine Maia Oliveira, 31, e Carlos Eduardo Machado Oliveira, 35, para passar quatro dias com os filhos Caroline, 8, e Carlos Eduardo, 7, e os amigos. A maior atração da região, o Parque Nacional da Serra da Canastra, foi o principal ponto visitado pela turma. “Optamos pelo passeio mais para que as crianças conhecessem as nascentes do Rio São Francisco e soubessem que o rio não é inteiro com aquela imensidão. Nasce pequenininho para depois crescer. Eles estudam o tema e achamos importante que eles conhecessem de perto”, disse Christiane. Criado em 1972 para proteger as nascentes do Rio São Francisco, o Parque tem a principal portaria a oito quilômetros do município de São Roque de Minas, a 200 quilômetros de Franca. Essa entrada é também a que fica mais perto do escritório administrativo do Ibama, do Centro de Visitantes e de toda a parte alta do Parque Nacional, onde estão as nascentes do São Francisco. Entre as que despertaram a atenção de adultos e crianças, estão as cachoeiras, entre elas a conhecida Casca D’Anta, a primeira grande queda do “Velho Chico”, com quase 200 metros de altura. “A Casca D’anta é linda, mas fiquei muito impressionada também com uma cachoeira chamada Augusta, porque são duas lindas quedas d’agua e tem muitos pássaros por perto”, disse. Uma vez dentro do Parque, a aventura parecia não ter fim, segundo ela. Detalhes que formam “paisagens de cartão-postal” vão sendo descobertos aos poucos. São matas de galerias com ampla vegetação, campos rupestres, cerrado típico e sensação de paz e tranquilidade que transborda. Tudo “enfeitado” com animais ameaçados de extinção, como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, o tatu-canastra e o pato mergulhão. Para as crianças, um dos maiores atrativos é a vida rural, que mantém as velhas tradições da cultura da região, como a arquitetura do século 19 e os muros de pedra sem cimento. “Eles ficaram encantados em se sujar, colocar o pé no chão, em ter contato com a natureza. Lá não tem perigo algum. Ficaram encantados com coisas simples. Na cidade, passam a maior parte do tempo em frente ao computador ou vídeo game, não têm contado com o verde. Por isso tanto encantamento”, disse ela. [FOTO2] Longe dos tempos em que esteve isolada por péssimas estradinhas de terra, a região da Serra da Canastra hoje é um local privilegiado para a prática de esportes radicais, vivência ambiental e turismo ecológico. <B>COMO CHEGAR</B> Saindo de Franca, a melhor forma de chegar à MG 050 é pela SP 345, passando por Capetinga e saindo na altura de Itaú de Minas. De Ribeirão Preto, o melhor caminho é via Serrana, Altinópolis e São Sebastião do Paraíso. Mais informações: www.canastra.com.br.

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