O `Comunismo` é algo tentado e experimentado desde priscas eras, vocábulo bastante elegante, muito utilizado por um estimado professor. Nos tempos de dominação da Palestina pelo povo romano, logo que Cristo foi crucificado, alguns apóstolos criaram uma comunidade nos arredores de Jerusalém, cujos fins eram que os cristãos se fortalecessem unidos para aguardar o grande retorno do Salvador.
A esperança de um breve retorno para livrá-los da infame dominação dos romanos, fez com que alguns judeus vendessem seus bens e entregassem o dinheiro auferido da venda nas mãos de alguns líderes para que administrassem de forma que a comunidade se fortalecesse entre si e resistisse aos ataques e perseguições dos romanos à nova crença que se estabelecia. Não deu certo.
É da essência humana a liberdade. Liberdade não se tem em função do artigo 5º da Constituição Federal. Liberdade é algo inerente ao ser humano, é um sentimento nato. Remonta aos adeptos do Direito Natural, não escrito, inscrito no código genético e emocional humano. Ninguém pode tentar destruí-la sem sofrer as desastrosas consequências do ato. Desde então, alguns povos têm tentado estabelecer o nivelamento de mentes, com a propaganda enganosa da implementação da justiça e da resistência.
A União das Repúblicas Soviéticas implementou tal sistema, não sem antes praticar genocídio. Milhões de pessoas foram assassinadas dentro de suas propriedades para que o novo regime se estabelecesse. Não durou eternamente como pretendiam seus `camaradas`. Nada é para sempre. Lênin, Trotski e Stálin realizaram algumas façanhas entre 1917 e 1953, dentre elas a destruição do Mar de Aral, tragédia ambiental e humanitária sem precedentes.
Os comunistas utilizavam a água dos rios Sirdaria e Amudaria, que alimentavam o referido mar, para irrigar as plantações de algodão usado na confecção dos uniformes do Exército Soviético e, não só. Naquela época, a cor da União Soviética era o cáqui e o vermelho. O cáqui do tecido de algodão e o vermelho do sangue de milhões de inocentes. Esse desastre `revolucionário` atravessou a Europa e o Atlântico e se instalou em Cuba.
Os anos passaram, o Comunismo naufragou, o capitalismo também e o que a História nos mostra é que não existe linearidade nos eventos, sejam eles naturais ou meticulosamente planejados. Não há certezas absolutas. Algumas mentes obsoletas ainda creem que é possível implementar um sistema comunista capaz de resolver os problemas da humanidade. O maior exemplo é a Venezuela. Ora, as desigualdades sociais não deveriam ser `resolvidas` através de `convênios` com o crime organizado.
A pretensão messiânica de alguns líderes mundiais, Hugo Chaves a exemplo, sem deixar de mencionar o líder brasileiro, cuja perpetuação no poder está sendo negociada com cestas básicas nas favelas do Rio de Janeiro e demais capitais, terá de ser imediatamente frustrada, mas a justiça eleitoral nada faz.
O direito de propriedade, violado pelas ações de nosso Presidente, quando, por exemplo, reconheceu perante a ONU a existência de uma nação dentro de nossa Nação, não são, sequer, abordados. Há censura. Nesse exato momento, proprietários de terras da Raposa Terra do Sol estão sendo expulsos de suas propriedades por ações da Polícia Federal, a mando do governo federal, e nenhum veículo de informação se sente suficientemente encorajado a tornar públicas tais infâmias. Isso demonstra o avanço da ideologia comunista a nos convidar a refletir sobre os seus terríveis efeitos.
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Advogada formada pela FDF, pós-graduada em Política e Estratégia e Direito Ambiental
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