Igreja pressiona e Acif `encurta` abertura de lojas


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<b>ENCONTRO</B> - Padres de Franca (à esquerda) conversam com prefeito Sidnei Rocha, ao lado do deputado estadual Roberto Engler, na manhã de ontem. O assunto era a polêmica sobre a realização da festa de Corp
<b>ENCONTRO</B> - Padres de Franca (à esquerda) conversam com prefeito Sidnei Rocha, ao lado do deputado estadual Roberto Engler, na manhã de ontem. O assunto era a polêmica sobre a realização da festa de Corp
Depois de anunciar a abertura do setor comercial nesta quinta-feira, dia 11, feriado de Corpus Christi, das 9 às 15 horas, a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) decidiu ontem “encurtar” o funcionamento das lojas. Agora o setor comercial funcionará das 9 às 13 horas, duas horas a menos. A mudança, acertada em conjunto com o Sindicato do Comércio Varejista, ocorreu depois que a Igreja Católica de Franca se posicionou contrária à abertura das lojas no dia 11 e chegou a anunciar o cancelamento da realização do tradicional tapete artístico e da procissão em volta da Praça Nossa Senhora da Conceição. Para a fé católica, o Corpus Christi é considerado dia santo de guarda (em que é recomendado aos fiéis não saírem de casa) e não feriado. Ontem, em reunião realizada na sede da Acif, uma comissão formada por quatro padres (padre Jamil Alves de Souza, padre Ovídio José de Andrade, padre Fábio Girolamo e Frei Jesus Maria Mauleón) manifestou o descontentamento sobre o assunto e pressionou as entidades varejistas para a não abertura das lojas na quinta-feira. A comissão não conseguiu convencer os empresários, que concordaram apenas com uma redução de duas horas no tempo de funcionamento do setor. “Na reunião, os representantes da Acif e do Sindicato Varejista nos disseram ser impossível desfazer o acordo sobre a abertura na quinta-feira, mas decidiram reduzir o funcionamento das mesmas a fim de que os funcionários católicos possam acompanhar a celebração religiosa”, disse o administrador diocesano, padre Jamil Alves de Souza. Para a Acif, a abertura do setor comercial neste dia é necessária em razão da data ser véspera do Dia dos Namorados, momento considerado oportuno para vendas. A associação também não vê problemas em coincidir a confecção dos tapetes de Corpus Christi com a abertura das lojas. “A ideia seria trazer o maior número de pessoas para o Centro da cidade para ver os trabalhos realizados durante a confecção dos tapetes e, em seguida, acompanhar a missa e a procissão, sendo que as lojas abertas seriam um atrativo a mais para os visitantes, sem prejudicar as comemorações”, disse o presidente da Acif João Cheade, em nota enviada à imprensa.

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