Adriana Telini vem a Franca acompanhar audiência


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<B>EM FRANCA</B> - Adriana Telini chegou ao Fórum, no começo da tarde, para acompanhar depoimento em caso que é acusada de formação de quadrilha. Foi visitada pelos pais e elogiou a prisão: *Estou send
<B>EM FRANCA</B> - Adriana Telini chegou ao Fórum, no começo da tarde, para acompanhar depoimento em caso que é acusada de formação de quadrilha. Foi visitada pelos pais e elogiou a prisão: *Estou send
A advogada Adriana Telini Pedro deixou a cadeia em São Paulo, ontem, e foi removida para acompanhar uma audiência no Fórum de Franca. O processo que estava em análise se refere à ocorrência em que ela foi flagrada por escutas telefônicas instruindo bandidos supostamente ligados ao PCC a roubarem um casal de clientes que estava com R$ 50 mil. Embora o assalto não tenha sido concretizado, ela foi indiciada por formação de quadrilha. Por esta acusação, ela nunca foi presa. Há três meses Telini está recolhida na penitenciária feminina de Santana, em São Paulo, acusada de tentativa de latrocínio, outra de formação de quadrilha e associação para o tráfico de drogas. Em junho de 2005 um grampo feito com autorização judicial flagrou a advogada dando dicas sobre um assalto a Eurípedes Moura Júnior, o “Perna”, que estava preso na cadeia do Jardim Guanabara. Após receber as orientações, ele as repassaria para que comparsas em liberdade cometessem o roubo. No dia dos fatos, Adriana Telini acompanhou a partilha de R$ 50 mil, referentes à venda de um imóvel de um casal que estava se separando. As escutas foram divulgadas com exclusividade pelo Comércio da Franca. “Juninho, deixa eu te falar com urgência: vai para a estrada de Patrocínio. Tem uma Fiorino, tá só com dois caras. O cara saiu com R$ 30 mil na bolsa”, dizia um dos trechos. A vítima alterou seu trajeto e escapou do assalto. Dez dias depois deste diálogo, “Perna” fugiu da cadeia e foi localizado no escritório de Adriana Telini. A polícia chegou até ele devido ao mesmo grampo telefônico. Ontem, “Perna” e Telini estiveram no Fórum para acompanhar o depoimento de uma testemunha de acusação. “Ela já havia sido interrogada, mas a presença dela na audiência é obrigatória por lei, sob pena de nulidade do processo. Hoje (ontem), apenas acompanhou, não deu depoimento”, disse o advogado Rui Engrácia Garcia. Para a defesa, Telini não teve participação na tentativa de assalto. Adriana Telini veio para Franca em um camburão da Polícia Civil. Quatro policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) fizeram a escolta da viatura. Durante o tempo em que ficou no Fórum, ela recebeu a visita dos pais. “Estava morrendo de saudade deles”. Calma, a advogada fez elogios à penitenciária em que está recolhida e para onde voltou no fim da tarde. “Estou sendo muito bem atendida lá. É o melhor presídio de São Paulo, da América Latina”. A testemunha de ontem, que não quis gravar entrevista, foi a última a ser ouvida. O processo segue, agora, para as alegações finais da promotoria e da defesa. Depois, o juiz aplicará a sentença.

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