MP, Conselho e Polícia fazem blitz em boate


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O Ministério Público, a Polícia Militar e o Conselho Tutelar fizeram uma força-tarefa na madrugada de sábado para fiscalizar uma boate instalada no Centro de Franca. Durante a operação, 80 adolescentes foram qua-lificados para que, caso seja comprovado que são menores, possam ser convocados à comparecer na Justiça. A boate, que não tem alvará judicial e permite a entrada de menores, pode ser interditada. Em março do ano passado, numa outra fiscalização, as mesmas situações haviam sido verificadas. Na ocasião, o estabelecimento foi interditado. A batida aconteceu por volta da 1 hora de sábado. O Promotor de Justiça Fernando de Andrade Martins foi o responsável pela denúncia. Segundo o conselheiro tutelar Lucas Verzola, Martins passava pelo local quando notou a presença de menores na porta da boate. "Fui chamado pelo Ministério Público durante a madrugada com a denúncia de que menores estavam no local. A PM também esteve presente e constatamos várias irregularidades", disse o conselheiro. A presença de menores em ambiente impróprio, segundo o conselheiro tutelar, assustou as autoridades citadas. "Havia cerca de 200 pessoas, entre elas 80 menores com idade variando entre 14 e 17 anos. Muitos mentiram suas idades. Eles não apresentaram documentos e não tínhamos como comprovar, mas pareciam menores", disse Lucas. Todos foram liberados após o registro dos fatos. No relatório da blitz, que será entregue à Vara da Infância e Juventude, irregularidades que colocam em risco a vida dos frequentadores devem ser denunciadas. A falta de uma saída de emergência e a "precariedade" do prédio, segundo o conselheiro tutelar, dão sustentação à interdição. "A saída de emergência estava servindo de estacionamento de motos. Além disso um sofá foi colocado para que os menores ficassem sentados, namorando. Para piorar, ele ainda obstruía a saída. A fiação do prédio também estava toda exposta", declarou Verzola. O advogado do proprietário da boate acompanhou a blitz e informou às autoridades presentes que seu cliente vai adequar o prédio as especificações exigidas. Ontem a reportagem do Comércio da Franca tentou falar com o dono da boate em seu telefone residencial, mas ele não foi localizado para falar sobre o assunto.

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