Prefeitura pode ter de explicar morte de cães na Justiça


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<b>CANIL</b> - Dos 106 cães retirados de uma chácara no Paiolzinho no dia 29 de abril, pelo menos 16  morreram. Como eles são alvo de uma ação judicial, a Prefeitura pode ser obrigada a explicar a morte dos a
<b>CANIL</b> - Dos 106 cães retirados de uma chácara no Paiolzinho no dia 29 de abril, pelo menos 16 morreram. Como eles são alvo de uma ação judicial, a Prefeitura pode ser obrigada a explicar a morte dos a
Dos 106 cachorros retirados de uma chácara no Paiolzinho, pelo menos 16 morreram. Os animais estavam recolhidos no Canil Municipal há pouco mais de um mês. Doentes, eles chegaram a ser tratados pelo veterinário da Prefeitura, mas não resistiram. Além de cães adultos, alguns filhotes foram vítimas de doenças infecto-contagiosas e também morreram. Como os cães são alvo de uma ação Judicial, a Prefeitura pode ser obrigada a fazer laudos explicando a razão da morte de cada um. “Se a Justiça exigir, mostraremos porque os cães morreram”, disse Fernando Baldochi, chefe da Vigilância Sanitária. Os animais foram retirados da professora Maria Luiza Pereira, 46, por determinação judicial, no dia 29 de abril. Voluntária da ONG (Organização Não Governamental) Cão que Mia, ela pegava os cachorros das ruas e os abrigava na chácara de sua propriedade. Denúncias de vizinhos quanto à falta de higiene, barulho e maus-tratos levaram à apreensão dos cães. Vulneráveis, muitos morreram na mesma semana que chegaram ao canil. "Estavam caquéticos, com mucosa esbranquiçada, o que significa verminose ou doença de carrapato. Todos tinham carrapatos. Morreriam tanto aqui quanto lá (na chácara)", disse José Conrado Neto, veterinário do canil. No dia da apreensão, para identificar os animais, a Vigilância fotografou individualmente todos os cães. É com base nestas “fichas” que a Prefeitura tem o controle de quais morreram. Maria Luiza não se conforma com a situação. Acha que os cães podem não ter recebido o tratamento adequado. "Não sei se iriam morrer ou não, mas comigo eles estavam sendo medicados", disse. Fernando Baldochi nega qualquer tipo negligência. "Nunca houve. Nem agora nem nunca. Estamos apenas cumprindo uma determinação da Justiça (de recolher os animais)", disse, acrescentando que todos os animais doentes estão sendo medicados. A reportagem visitou o canil na tarde de ontem para conferir as condições de abrigo e tratamento dos animais. Eles ocupam boa parte dos espaços e são separados por idade e tamanho. Há, pelo menos, 20 cachorros em cada "cela". O cheiro no local não é agradável, mas é possível notar que a área passa por limpeza diária. Pela quantidade de cães, há poucas fezes. No momento da visita, um homem lavava a área. "Eles (os cães) são alimentados duas vezes por dia e o lugar é higienizado de manhã e à tarde", disse Baldochi. [FOTO2] Como o sacrifício é proibido por lei estadual, a Prefeitura continuará com a guarda até que a Justiça decida o destino que eles terão. Maria Luiza já está recorrendo para reaver a guarda dos cachorros. Ela planeja abrigá-los em outro lugar (leia mais em texto de apoio).

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