‘Nunca mais vou dizer onde meus cães estão’


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A professora Maria Luiza pediu liminar na Justiça para reaver os cães que abrigava em sua chácara. Ela deve requerer, ainda, que os laudos das mortes dos animais sejam anexados ao processo. Preocupada em não criar atritos com a Prefeitura, Maria Luiza alega não saber quantos cachorros morreram, mesmo visitando o canil todos os dias. "Animais de minha propriedade, que estavam sadios, não estou vendo mais lá. Mas não posso afirmar quantos são". A voluntária espera a decisão da Justiça para abrigar os bichos em outro lugar. Se a decisão for favorável, ela promete contar um a um os animais. Questionada sobre a possibilidade de reaver um número menor de cães, já que muitos morreram, ela afirma: "Eu processo o Estado". Maria Luiza preferiu guardar segredo sobre um novo abrigo. "Temos lugar sim, mas não vou falar nada, não vou comentar. Nunca mais vou dizer onde meus animais estão". Esta não foi a primeira vez que a voluntária se vê envolvida com ação do tipo. Em 2007, ela chegou a abrigar 54 cachorros na sua casa na área urbana. A boa ação da professora afetou os vizinhos que fizeram um abaixo-assinado pedindo a retirada dos cães. Como providência, ela montou o canil na chácara de sua propriedade, na região do Paiolzinho. Novamente denúncias levaram a apreensão dos bichos.

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