Onde são feitas as provas que serão aplicadas aos candidatos e como elas serão transportadas até Franca? Responsável pela elaboração, o Ibam se recusou a responder todas às perguntas feitas pela reportagem, inclusive às banais, como o número de funcionários da empresa que serão deslocados para a cidade amanhã. O segredo se justifica pela necessidade de sigilo. Um mero detalhe pode servir de mote para eventuais pedidos de impugnação.
Levando-se em conta que são 91 provas (uma para cada cargo) com, em média, 35 questões cada, não é errado dizer que cerca de 3,2 mil questões foram elaboradas pelos técnicos. Pelo preço de mercado, cobram R$ 100 por cada uma. Normalmente, as provas são impressas em gráficas próprias para resguardar o sigilo ou em terceirizadas, desde que tenha plena segurança. O Ibam tem unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro.
"A Prefeitura desconhece o local onde as provas são feitas, mas sabemos que o procedimento é cercado de sigilo e segurança, pois se houver uso indevido a empresa responsável e seus funcionários respondem civil e criminalmente por isto", afirmou Jerônimo Sérgio, presidente da Comissão do concurso. Os 28 mil volumes com as provas serão transportados, lacrados para Franca em horário incerto hoje. Os envelopes só serão abertos na presença dos candidatos.
As inscrições renderam R$ 1,2 milhão. Todo o dinheiro foi repassado para o Ibam. A Prefeitura afirma não ter lucrado nada com o concurso. "Apenas um repasse a título de doação, no valor de R$ 80 mil, foi feito ao fundo de assistência do servidor", disse Jerônimo.
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