Tenor de banheiro


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É cantando, dançando, chorando e rindo que as pessoas lavam a alma, descarregam problemas e motivos outros de tristezas e aborrecimentos.
É cantando, dançando, chorando e rindo que as pessoas lavam a alma, descarregam problemas e motivos outros de tristezas e aborrecimentos.
Diz a sabedoria popular que `Quem canta seus males espanta`, o que não deixa de ser uma verdade, já que cantar, dançar, chorar e rir são os melhores remédios para os males da alma. É cantando, dançando, chorando e rindo que as pessoas lavam a alma, descarregam problemas e motivos outros de tristezas e aborrecimentos. A vida moderna mostra indícios jamais vistos antes em toda história da humanidade. Cada vez mais as pessoas vão ocupando seu dia somente com tarefas e afazeres e esquecem o lazer. O tempo está se reduzindo tanto que nem sempre é possível fazer o que se gosta ou ainda, o pouco que se precisa. E nessa luta pelo máximo e pelo mínimo, a alma fica guardada num canto qualquer, artigo em desuso, caduco, inerte, imprestável. O pássaro canta e ninguém presta atenção. O som é abafado pela orquestra distorcida e os ouvidos há muito perderam a alegria de escutar. Bons tempos em que se dançava de rosto colado e o cavalheirismo de uma dança fazia-nos flutuar por salões com pessoas especiais. Os jovens rastreavam o salão em busca da garota ideal para iniciar um romance. Caso ela fosse localizada na mesa com os pais, as pernas tremiam. Uma “cuba libre” talvez fosse o combustível para encorajar o ato de atravessar o salão e chegar à mesa com o convite, formalíssimo, “vamos dançar?”. O “sim” dela poderia significar que aceitou o convite, pois os olhos já tinham se cruzado num momento do baile, mas poderia ser apenas o “sim” formal para não dar um “cano” no rapaz audacioso. Neste último caso, a regra que a jovem aprendeu em casa com a mãe casamenteira, era dançar no máximo três para não significar que havia outro interesse a não ser o da boa educação. No entanto, se “pintasse um clima”, as danças se prolongariam por todo o baile e, na hora exata, os rostos se colavam e a sedução começava com uma conversa de ouvido. Quem não dançou uma vez na vida de rosto colado não sabe o que perdeu. Era no tempo em que as serestas povoavam as noites de lua. Depois do baile, na calada da noite, quando o anjo da guarda dorme, um violão afinado e uma voz melodiosa à janela da mulher amada, falavam romanticamente de amor. Época gostosa em que todos nós éramos tenor de banheiro, denominação dada a quem costumava cantar enquanto tomava banho. Nos dias em que vivemos, quase ninguém canta como antigamente. O rádio, a televisão e toda essa parafernália eletrônica dos tempos modernos estão substituindo as pessoas na arte de cantar. E por isso os humanos vêm e vão, pedindo surdos socorros com sorrisos plastificados, perdendo a força, seguindo e voltando para o lugar de sempre. Produção de mentes em série com caminhos e descaminhos programados. Onde é que estão os cadernos de poesia e de pensamentos? Por que as mocinhas não escrevem mais as gostosas receitas culinárias em seus cadernos de capa dura? E os cadernos de modas, que fim levaram? Onde está o tempo em que se davam flores às mulheres? Onde está o tempo em que as pessoas sorriam e cantavam no banheiro? É preciso que os seres humanos deixem de ser escravos do tempo, da velocidade, da violência, do sexo, coisas que estão mudando o comportamento humano. É preciso ter fé para que os corações voltem a ter melhores dias, sem enfartes, sem pontes de safena, sem tantas preocupações. É preciso amar o próximo. É preciso cantar. <b>CIRCULA NA INTERNET</b> Mulher e carro. Quando fazem barulho está na hora de trocar. <b>BODAS DE OURO</b> Os tios José Cunha Malta (Zezinho) e Maria Conceição Follis Malta (Mirinha) comemoraram com grande festa, no último domingo, 50 anos de casados. Unidos pelos mesmos sentimentos, com maestria de todos os que conhecem os bons valores familiares, escrevem há 50 anos sua história e ilustram tantas outras com a mesma firmeza e confiança mútua do início do seu caminhar. Orgulhosos da família foram sempre zelosos, pacientes, amorosos e, com muito carinho, ensinaram seus filhos e netos a andar por caminhos sólidos. Meu forte abraço ao casal. <b>GRUPO OS ROMÂNTICOS...</b> Abrilhantou a festa de Bodas de Ouro do casal Zezinho e Mirinha. Bem acompanhado por Messias ao acordeon, Moacir, ao violão e Ditinho, ritmista, o cantor Tiãozinho encantou os presentes com um vasto repertório da Velha Guarda. Foi uma bela festa! <b>NEGATIVO</b> Nesta sexta-feira, 5 de junho, se comemora em todos os países o Dia Mundial do Meio Ambiente. Nosso querido planeta Terra anda passando por maus pedaços. E a pergunta inquietante: queremos ou não preservar a vida? Será justo destruir a criação de Deus acabando com a natureza? Eu exercito a minha porção passarinho. Não posso salvar o mundo, fazer uma obra grandiosa. Então, meus gestos pequenininhos têm a intenção de contribuir. Não desperdiçar água é um exemplo. E está ao alcance de todos, para preservar o que não é só nosso. <b>POSITIVO</b> A Câmara Federal já aprovou em primeira votação a Lei que permite aos casais em litígio se separarem um dia após a querela. Ninguém mais é obrigado a esperar um ano para se desfazer de um amor finado. É beijinho, beijinho, tchau, tchau. <b>CANTOR INICIANTE</b> O teatro estava cheio, mas à medida em que a canção avançava, as pessoas levantavam-se e iam embora. Ao final da primeira música só sobrou um velhinho na primeira fila. O cantor, emocionado, disse: “Puxa, gostaria de recompensá-lo por ter ficado pelo menos até o final da primeira canção...”. - Então descubra quem pegou minhas muletas! <b>Edward de Souza</b> <i>Jornalista e radialista</i> edward@comerciodafranca.com.br

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