Cetesb lacra 2 postos; outros 20 estão na mira


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Em Franca existem 80 postos e, destes, outros 20, segundo a Cetesb, apresentam irregularidades.
Em Franca existem 80 postos e, destes, outros 20, segundo a Cetesb, apresentam irregularidades.
A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) lacrou as bombas de dois postos de combustíveis de Franca na manhã de ontem. No Estado de São Paulo, outros estabelecimentos foram interditados por determinação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Em Franca os postos não apresentaram adulteração nos produtos, mas descumpriram as normas de segurança determinadas pela legislação ambiental e acabaram interditados. Em Franca existem 80 postos e, destes, outros 20, segundo a Cetesb, apresentam irregularidades. O superintendente da companhia, Francisco Setti, não descarta novas interdições. Pelo menos outros cinco postos correm o risco de serem lacrados nos próximos meses. O Posto Monte Belo, no Jardim Redentor, e o Posto Bagres, na Estação, pertencentes ao mesmo dono, foram interditados. Uma lei federal de 2002 determina, entre outras coisas, que todos os tanques de combustíveis com 15 anos de uso sejam substituídos por outros com paredes duplas e sensores antivazamento. Também é exigido que os postos tenham canaletas para separar água e óleo. Essas medidas evitam a contaminação do solo e águas subterrâneas. Em janeiro último, os dois postos foram autuados pela Cetesb e obrigados a pagar multa diária com valores entre R$ 150 e R$ 300. Em abril, durante nova blitz, a companhia detectou que as irregularidades continuavam. Ontem foi feita a interdição. "Sem as adequações, (os postos) não obterão a licença de operação na Cetesb e continuarão irregulares", disse Setti. O Posto Bagres já está sendo reformado e em 30 dias deve retomar as atividades. O Monte Belo, que teve suas seis bombas lacradas ontem, ainda não está em obras. Segundo Setti, o dono do local alegou que está tomando providências. "Ele disse que vai aderir ao consórcio junto ao Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo) e capitalizar recursos para as reformas, mas ainda não fomos avisados oficialmente disso. Cumpriremos a interdição". As reformas podem chegar a custar R$ 800 mil. Márcio Ribeiro, sócio-proprietário do estabelecimento, não quis comentar o assunto. Trancou a porta de sua sala e não atendeu à reportagem.

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