Sapateiro bate moto em caminhão e morre na hora


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MORTE NO TRÂNSITO - O sapateiro Douglas da Silva Miquelini, 24 morreu ao bater a moto Titan que pilotava na traseira de um caminhão no Distrito Industrial
MORTE NO TRÂNSITO - O sapateiro Douglas da Silva Miquelini, 24 morreu ao bater a moto Titan que pilotava na traseira de um caminhão no Distrito Industrial
O sapateiro Douglas da Silva Miquelini, 24, morador na Vila Imperador, morreu após bater a moto que pilotava contra a traseira de uma Scania, que estava parada na Avenida Alberto Pulicano, no Distrito Industrial. Apesar de usar capacete, o equipamento não evitou o grave traumatismo craniano. Miquelini ainda teve fratura de pescoço, trauma na face e no tórax e morreu no local. A Polícia acredita que o sol tenha atrapalhado a visão do motociclista. O acidente ocorreu por volta das 17 horas, perto da Indústria de Produtos Químicos Atonal. Douglas da Silva Miquelini havia acabado de sair da fábrica de sapatos e seguia pela avenida sentido ao Jardim Esmeralda, pilotando uma Titan azul. O rapaz iria buscar o cunhado, que também trabalha em uma fábrica de calçados no Distrito Industrial. Segundo apurado pela polícia, Miquelini vinha pelo trecho de descida da via e, ao iniciar uma subida, bateu na traseira da Scania, que estava estacionada. O motorista do caminhão Cláudio Luiz Mizael, que estava na cabine descansando, para depois carregar a carreta, disse que só escutou um estrondo e, ao sair do caminhão, viu o motoqueiro no chão. "Não vi nada. Só ouvi um barulhão. Um estrondo. Olhei no retrovisor e percebi que era o motoqueiro que tinha batido. Acho que ele morreu na hora. Havia muito sangue perto dele", disse Mizael. Soldados do Corpo de Bombeiros estiveram no local. Uma viatura da base do Distrito Industrial chegou rapidamente ao local do acidente, onde bombeiros constataram a morte do rapaz. "Ele sofreu traumatismo craniano e fraturas em diversas partes do corpo. Não havia nada que pudéssemos fazer. Chegamos e ele já estava morto", disse o soldado Jonas. O parachoque traseiro da Scania chegou a entortar com a violência do impacto. No local, não havia sinal de frenagem da moto, o que mostra que Douglas se quer acionou o freio. Policiais militares que atenderam a ocorrência, baseados nas primeiras informações dos peritos da Polícia Científica, acreditam que o sol do final da tarde tenha ofuscado a visão do sapateiro, provocando o acidente. "Ele bateu em cheio. Os peritos suspeitam que tenha sido o sol que atrapalhou a visão da vítima", disse o soldado Pires, do policiamento de trânsito. A viseira do capacete que Douglas usava, segundo a polícia, apresentava vários riscos e pode ter contribuído para que ele tivesse problemas para visualizar a via. Peritos confirmaram os danos no equipamento e deverão apresentar o resultado da análise do local e das circunstâncias do acidente num laudo que será entregue à Polícia Civil em 15 dias. Familiares de Douglas, ao tomarem conhecimento do acidente, estiveram no local. Dois primos e o sogro dele acompanharam os trabalhos da polícia. O aposentado Eduardo de Oliveira, morador no Parque Vicente Leporace, pai da namorada da vítima, disse que todos os dias ele fazia aquele trajeto e que seu genro não era de correr na moto. "O Douglas namorava com minha filha há um ano e meio. Ele passa aqui todos os dias. É uma fatalidade. Um rapaz novo. Muito bom. Ele inclusive estava estudando enfermagem para mudar de profissão", disse o aposentado. Douglas será enterrado às 16h30 de hoje, no Cemitério Santo Agostinho, com traba-lhos da Funerária Tedesco.

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