‘Profissionalização não pode significar a expulsão da família’, diz jornalista


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A palestra do jornalista Corrêa Neves Júnior para os diretores e funcionários do Grupo Amazonas foi elogiada pela plateia que o ouviu durante pelo menos uma hora e meia. A conversa descontraída que se seguiu às exposições do diretor do GCN foi permeada por questões econômicas e políticas, além de um inusitado pedido de aconselhamento sobre como a informalidade no País, especialmente em Franca, poderia ser combatida. Corrêa Neves Júnior falou muito sobre o dia-a-dia do Comércio da Franca e da Rádio Difusora, sobre como os dois veículos se juntaram para um trabalho jornalístico único, experiência inédita no Brasil, mas, principalmente, sobre o processo de formação crítica da notícia. “Se os senhores perceberem, há uma revolução que experimentamos nos últimos 15 anos. O acesso à informação resolveu muito dos nossos problemas, mas criou outros tantos”, disse Júnior. “Esse excesso de comunicação está mais para uma doença crônica que para um mal com cura possível. É preciso reconhecer o que é importante no meio de tanta informação”. Voltando-se para o caso específico do Grupo Amazonas, Júnior ainda criticou a ideia disseminada de que consultorias externas possam resolver todos os problemas de uma empresa, sobretudo quando ela tem origem familiar. “Profissionalização não pode significar a expulsão da família, que também não pode ser eternamente glorificada. A direção de uma empresa deve ser ocupada por quem conhece minimamente sua história e sua realidade”.

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