Hoje, o Senhor nos reúne para celebrar o dom do Espírito Santo derramado sobre a comunidade dos discípulos e para a unidade de todos os filhos e filhas de Deus. É Solenidade de Pentecostes!
As leituras proclamadas nas celebrações eucarísticas são as seguintes: Atos dos Apóstolos 2; 1Coríntios 12; João 20.
O Pentecostes era uma festa celebrada pelos israelitas cinquenta dias após a Páscoa. De festa agrícola, na qual se agradecia a Deus pela colheita do trigo, transformou-se na comemoração da constituição do povo pela Aliança firmada no Sinai. Para o Autor dos Atos dos Apóstolos, o Espírito é a lei da nova Aliança e, por Ele, constitui-se a comunidade do novo Povo de Deus. O texto que nos é proposto e que descreve a vinda do Espírito é uma construção literária de Lucas com um objetivo teológico. A força irresistível de Deus (o Espírito) manifesta-se à comunidade reunida, no barulho do vendaval vindo do céu e nas línguas de fogo pousando sobre cada um dos presentes. De todos os povos, cria uma nova humanidade em base às relações de partilha, comunhão e amor.
É, neste horizonte, que podemos entender os efeitos da manifestação do Espírito: todos "os ouviam proclamar as maravilhas de Deus, na sua própria língua". A comunicação da Boa Nova de Jesus, animada pelo Espírito, vai gerar a comunidade universal.
A comunidade cristã de Corinto era viva e fervorosa, mas não era modelo na vivência do amor e da fraternidade. As questões relacionadas aos carismas suscitavam contendas e rivalidades que perturbavam a comunhão. Paulo, afirmando que a comunidade é um corpo vivo, ressalta a função do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, solicita a avaliação da autenticidade dos carismas.
Verdadeiro carisma é aquele que o Espírito concede a alguém para o testemunho de que "Jesus Cristo é o Senhor" e para o bem comum da comunidade (do corpo). Na diversidade de membros e funções, o Espírito alimenta e dá vida ao corpo. É Ele que fomenta a coesão dos dons, serviços e atividades pastorais. É Ele que dinamiza a fraternidade e é o responsável pela unidade dos diferentes membros da comunidade.
A Igreja nasce em Pentecostes e é impulsionada pelo Espírito à missão, a pregar a Boa Nova de Jesus, tendo diante de si um mundo plural. "E cada um de nós em sua própria língua os ouve anunciar as maravilhas de Deus!". À luz de Pentecostes, anunciar o Evangelho e ser discípulo missionário de Jesus é estar em comunhão com as pessoas, colocando-se na escuta, fazendo caminho em conjunto no seguimento do Cristo Caminho, Verdade e Vida.
A comunhão eclesial, na diversidade de carismas, ministérios e serviços, expressa a riqueza que o Espírito Santo confia aos membros do Corpo de Cristo. "De fato, cada batizado é portador de dons que deve desenvolver em unidade e complementaridade com os dons dos outros, a fim de formar o único Corpo, entregue para a vida do mundo", nos lembra o Documento de Aparecida nº 162.
O nascimento que aconteceu em Pentecostes renova-se para cada pessoa de fé no Batismo, "pois todos fomos batizados num só Espírito para sermos um só corpo". Em Pentecostes, a Igreja manifestou-se publicamente a uma multidão de povos e começou difundir o Evangelho com sua pregação. Impulsionada por `um vento impetuoso`, em Pentecostes, a Igreja experimenta o sopro divino do Espírito, que a abre para o anúncio da Boa Nova do Ressuscitado no mundo.
<b>SEDE VACANTE</b>
A partir das 15 horas deste domingo Solenidade de Pentecostes, pela primeira vez, a Diocese de Franca é "Sede Vacante". Até a nomeação do próximo bispo diocesano será a realidade diocesana. Todos os trabalhos pastorais continuarão em atividades normais e a vida de cada paróquia também. Que o Espírito Santo conceda-nos um santo pastor.
<b>DONS DO ESPÍRITO SANTO</b>
Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Temor a Deus, Piedade.
<b>José Geraldo Segantin</b>
<i>Pároco da Catedral de Franca</i>
segantin@comerciodafranca.com.br
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