Na hora de tentar escapar das multas, os motoristas infratores apresentam as mais variadas desculpas que vão desde falta de ar até doenças na família.
No começo do ano, o aposentado José Ribeiro da Luz, 70, morador no Jardim Portinari, foi multado no Leporace por não usar o cinto, infração mais comum na cidade. Na sexta-feira ele foi à Jari ingressar com o recurso. "Fui levar a patroa no médico, estava muito apavorado, com pressa. Esqueci de pôr o cinto. Acho que foi uma multa injusta". Um outro condutor flagrado sem o cinto disse que passava mal se usasse o cinto por isso não poderia usá-lo: "Me dá falta de ar". Ele teve que pagar a multa.
A funcionária pública Deyse Ribeiro foi autuada pelo mesmo motivo na Avenida Presidente Vargas, mas não admitiu ter cometido a infração. "Sei da necessidade e sempre faço uso do cinto. Jamais deixaria de usar em uma avenida tão movimentada. Não fui cientificada e não assinei multa nenhuma".
A situação de um servidor público federal parece ser mais fácil de ser revista. Ele foi autuado na Rua General Telles, às 14h10, por falar ao celular. "Nem celular eu tenho. Acho que fiz algum gesto e o policial se confundiu. Tenho o comprovante do guichê de uma lanchonete de que eu estava no shopping às 14h20. Seria impossível eu estar passando pelo Centro dez minutos antes".
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