Franca ‘perde’ exportação de meio milhão de pares


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Pelo menos 530 mil pares de calçados produzidos em Franca deixaram de ser exportados nos quatro primeiros meses do ano. O número representa uma queda de 35,7% nas exportações em comparação ao mesmo período do ano passado. O faturamento das indústrias também caiu. De janeiro a abril de 2008, os calçadistas venderam US$ 39, 4 milhões para os mercados internacionais. Já neste ano, as vendas foram de US$ 24,3 milhões. Os dados foram disponibilizados pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados) e têm como base levantamento feito pela Secretaria do Comércio Exterior, a Secex. Principal país comprador dos sapatos produzidos em Franca, os Estados Unidos - foco da crise financeira - deixou de comprar US$ 4,6 milhões das indústrias da cidade. Para o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, a situação é crítica e pode agravar-se ainda mais. “Vivemos uma crise de consumo mundial, uma autoproteção dos países com suas indústrias e temos, ainda, a oscilação do dólar que dificulta fechamento de novos negócios”. Outro agravante, segundo Brigagão, é a queda das vendas para a Argentina, segundo maior comprador sapatos. Pelo menos 4 milhões de pares de calçados estão parados na alfândega da Argentina - desde junho de 2008 - porque o governo do país barrou a entrada de calçados brasileiro. Brigagão não soube precisar quantos têm origem de Franca, mas acredita que há milhares. “Se temos calçados parados lá, qualquer venda que tiver não vai entrar”, disse Brigagão. <b>IMPACTO</b> Os efeitos da crise mundial são sentidos por quem produz. José Rosa Jacomete, o Zuza, diretor da Anatomic Gel, exporta 50% da sua produção. Seus principais compradores são os americanos e europeus. A fábrica matriz da empresa segue trabalhando, mas outras três fábricas que trabalham em conjunto com a Anatomic viram os pedidos desabar. “Nossa produção normal é de 2,8 mil pares por dia. Hoje ela está em 1,3 mil. Estados Unidos não está comprando, na Europa a venda está limitada e a Argentina brecou nossos calçados”, reclama. A expectativa de Zuza é de que a situação melhore a partir do segundo semestre, mas o giro da produção deve ser sentido a partir de seis meses. “Nosso forte de vendas no Brasil é o Natal, mas o americano compra para presentear na Páscoa”. <b>Veja quadro:</b> <a target="_blank" href="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/05/a3-comparativo-da-exportacao-de-calcados-no-primeiro-quadrimestre.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2623" title="arte/comércio da franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/05/a3-comparativo-da-exportacao-de-calcados-no-primeiro-quadrimestre.jpg" alt="arte/comércio da franca" width="500" height="205" /></a>

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