Moradores pedem retirada de bolota abandonada


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<b>ESQUELETO NA PRAÇA</B> - Lanchonete construída em área pública no Jardim Noêmia ainda não foi completamente demolida. Moradores reclamam de sujeira e viciados no local.
<b>ESQUELETO NA PRAÇA</B> - Lanchonete construída em área pública no Jardim Noêmia ainda não foi completamente demolida. Moradores reclamam de sujeira e viciados no local.
A estrutura abandonada de um bolota localizado na Rua Luiz Rodrigues Pereira, no Jardim Noêmia, vem tirando o sono dos moradores daquela região. O local, segundo a vizinhança, está servindo de esconderijo de desocupados e viciados em drogas. Os moradores reclamam também do acúmulo de sujeira no imóvel, que está semidemolido. Para completar, os entulhos acumulados e uma fossa que foi deixada aberta aumentam a incidência de ratos, baratas e animais peçonhentos. A reclamação foi feita pelos moradores das imediações. Eles alegam que o dono do bolota começou a demolir o estabelecimento, mas o deixou abandonado. Com mais de 80% de sua estrutura ainda em pé, a lanchonete, segundo o sapateiro JAS, 42, vizinho do local, está servindo de esconderijo de bandidos e algumas paredes correm o risco de desabar. “Eles arrancaram as portas, as janelas e deixaram o local aberto. Uma parede já desabou. Uma outra está prestes a cair também. Há crianças que ficam brincando no local, o que é perigoso”, disse o morador. A dona de casa MAG, 55, afirmou que já procurou o dono do bolota, mas que nada ficou resolvido. “Ele disse que vai limpar, mas nunca faz. Já reclamei na Prefeitura e até agora nada também. Tiraram a tampa da fossa e jogaram tijolos. Daí surgiram ratos e baratas. Alguém precisa fazer algo”, disse a moradora. VRS, proprietário do bolota, não foi encontrado ontem para falar sobre o assunto. Seu irmão, o vereador e também proprietário de bolotas na cidade, Josivaldo Vilas Boas (PTB), o “Bahia”, disse que a estrutura seria retirada até amanhã. <b>A HISTÓRIA</b> A desocupação das áreas públicas pelos boloteiros começou em abril passado, quando terminou o prazo estipulado por um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado entre os comerciantes, Prefeitura e Promotoria. Quem continuasse nos locais públicos seria removido e multado em R$ 2 mil. O Promotor de Justiça Fernando Andrade Martins disse, ontem, que a Prefeitura tem a obrigação de fiscalizar e tomar as medidas cabíveis contra quem ainda não cumpriu com o combinado. “O acordo obriga a saída, cabendo a remoção ser fiscalizada pela Prefeitura”, disse Martins. O chefe da Divisão de Fiscalização e Posturas do município, Ismael Xavier, disse que a Prefeitura já notificou o proprietário do estabelecimento para limpar a área. “Já foi dado um prazo que vence no próximo domingo para que limpe o terreno. Se ele descumprir, nós iremos limpar a área e cobrar do comerciante a limpeza. Depois disso ele ainda pode ser multado”, disse Xavier.

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