Polícia fecha ‘fábrica’ de documentos falsos


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<b>PROVAS DO CRIME</b>: Delegado Adolfo Domingos Silveira Júnior exibe cheques, equipamentos e documentos falsos apreendidos na casa de estelionatário na zona Sul de Franca
<b>PROVAS DO CRIME</b>: Delegado Adolfo Domingos Silveira Júnior exibe cheques, equipamentos e documentos falsos apreendidos na casa de estelionatário na zona Sul de Franca
Policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) conseguiram chegar a um homem acusado de aplicar golpes na praça e vender documentos falsos na cidade. Em sua casa, foram encontrados dezenas de folhas de cheques, CPFs, cartões de crédito e objetos usados nas falsificações. A polícia ainda desconhece o número de vítimas do estelionatário e o prejuízo causado por ele. As investigações começaram há duas semanas, quando a polícia concluiu que o administrador de fazendas AMGP, 29, estaria distribuindo CPFs e RGs "frios". Com mandado de busca domiciliar, uma equipe da DIG foi até a casa do acusado no Bairro José de Carlos. "Ele não estava na residência, mas encontramos o que procurávamos. Dezenas de documentos falsos, cheques, cartões de crédito. Tudo usado para aplicar golpes", disse o investigador Regis. A localização do material na casa do acusado revelou um esquema organizado para "esquentar" documentos, que seriam vendidos para golpistas de várias cidades. Até um equipamento usado para perfurar fotos em RGs - o que os aproximava ainda mais dos originais - foi apreendido. "Encontramos também carimbos de cartórios. Acreditamos que seriam usados para falsificar documentos públicos", disse o delegado Adolfo Domingos Silveira Júnior, que comandou as investigações. Na casa do acusado 21 CPFs emitidos por uma agência dos Correios em Minas Gerais, foram localizados ainda dentro dos envelopes. "São documentos verdadeiros, porém esquentados com nomes possivelmente de laranjas. Além disso encontramos um espelho (matriz) de RG pronto para ser falsificado", disse o delegado. O administrador esteve na sede da DIG ainda ontem, no início da noite, acompanhado de um advogado. Segundo a polícia ele confessou que vendia os documentos a preços que variavam de R$ 500 a 600. "Ele negou que estivesse comprando mercadorias com os documentos falsos. Isso é só o começo das investigações. Acreditamos que existam mais pessoas envolvidas e o golpe pode ser grande", disse Adolfo. Para equipe da DIG o acusado também estaria envolvido na compra de veículos com documentos falsos, o que pode ter vitimado financeiras e agências bancárias da cidade. AMGP prestou depoimento por mais de três horas na delegacia e foi liberado. Ele vai responder a princípio pelo crime de falsificação de documentos públicos e posteriormente, se comprovado seu envolvimento na compra de mercadorias, responderá também por estelionato, crime no qual já seria reincidente.

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