Nos últimos meses toda a comunidade de Franca ficou assistindo à novela das calçadas e bolotas. Tira, põe, tira, põe. Finalizaram com a medida radical de retirar todos os bolotas de espaços públicos, bem como cadeiras nas calçadas. Medidas até certo ponto corretas para atender deficientes físicos e transeuntes na livre passagem, já que nas ruas não temos nem como atravessar. Bagunçaram o "coreto", desacomodaram muita gente em todos os cantos. Agora vem a "piada do ano". O senhor prefeito e a Câmara liberaram as calçadas para aqueles que podem "pagar", desde que com 2 metros de espaço entre o estabelecimento e as mesas, ou seja, como já vimos em alguns casos já em funcionamento, criaram um verdadeiro "corredor da morte". Estabelecimento de um lado, fila ou exército sentado tomando cerveja de outro lado e o "coitado" do transeunte ou deficiente físico passando no meio. Que humilhação. Quem não gosta de um happy hour, cervejinha, um bom bate-papo, porém sem perturbar o direito do outro? Ainda mais: na edição de domingo, dia 10 de maio, deste Comércio, constatei que a Câmara pretende ressuscitar a situação dos bolotas e, o pior, que vereador quer reduzir faixa livre nas calçadas para 1,5 metro e assim, tornar mais "apertadim o corredorzim". Tô doido (sic). Com certeza, logo vão chegar a 30 centímetros de calçada. Que brincadeira de mau gosto ou cinismo quanto aos direitos de deficientes e da comunidade que utiliza das calçadas para ir e vir. Falta de respeito com o povo que paga impostos. Acho que falta é serviço na Câmara. Temos que escolher melhor nossos representantes. Afinal, o que fazem bem é brigarem para dar nomes às ruas, fora disso, nada. E ainda querem aumentar o número de cadeiras às custas do dinheiro público. Bom, muito bom. Pergunto aos criativos políticos que aprovaram as medidas se encaminhariam suas "esposas e familiares" a atravessarem o "corredor da morte" de 1,5 metro de largura?
José Luiz de Oliveira Beneli
Franca - SP
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Se vale tudo para "puxar" bebedores para bares, se vale qualquer apelação, se vale até doar área pública para a idolatria da cerveja por que já não se libera de vez também a prostituição? Com o primeiro elo da corrente liberado – o alcoolismo – outras drogas certamente virão, e que se dane a vizinhança com a desvalorização imobiliária. Está na hora dos moradores prejudicados criarem associações independentes, como em outras cidades, para reivindicar cumprimento de direitos, a exemplo de indenizações por desvalorização, isenção de IPTU, etc.
Valéria Cristina Ribeiro
Franca - SP
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Não entendo mais nada! Depois que o promotor de justiça e o senhor prefeito retiraram as mesas das calçadas e também o emprego de muita gente, aparece mais essa. Pode anotar. Essa novela ainda não chegou ao fim.
Renato Rangel
Franca - SP
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