Deus é amor


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Celebramos hoje o domingo do mandamento novo. Deus é amor! A liturgia deste 6º domingo da Páscoa convida-nos a contemplar o amor de Deus, revelado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e atualizado na vida e nas ações dos discípulos missionários do Ressuscitado. A liturgia da Palavra é composta pelos seguintes textos: Atos dos Apóstolos 10; 1ª Carta de João 4 e o Evangelho escrito por São João 15. A primeira leitura relata que o desígnio salvífico do Pai, realizado em Jesus Cristo e difundido pelos discípulos, destina-se a homens e mulheres de todas as raças e nações, dispostos a acolher tão grande dom. A cena relatada na leitura de hoje, situa-se em Cesareia, uma grande cidade da costa da Palestina. O apóstolo Pedro é acolhido por Cornélio em sua casa. Ouvindo a Boa Nova de Jesus ressuscitado anunciada por Pedro, Cornélio e sua família convertem-se. Na opinião do autor dos Atos dos Apóstolos, a conversão de Cornélio reveste-se de significado especial para a expansão do cristianismo. A proclamação do Evangelho ultrapassa as fronteiras de Israel e chega aos gentios. Lucas deixa claro que Deus deseja que a proposta de salvação chegue a todos os povos, sem exceções. A 2º leitura deste domingo, realça, como critério da vida cristã autêntica, a relação entre o amor à Deus e o amor aos irmãos. No amor à Deus e ao próximo, o cristão encontra sua identidade. No evangelho ouviremos mais uma vez que Deus é amor. “Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou”. Eis a Boa Nova anunciada por Jesus, sublinhada por João Evangelista e retomada, recentemente, pelo Papa Bento XVI, em sua Encíclica, Deus caritas est. O contexto do diálogo de Jesus com os discípulos é de despedida, tendo no horizonte o mistério da cruz e a continuidade da missão. A cena evoca a realidade de tantos pais ou mães que, na iminência da partida, reúnem os filhos e, com emoção transmitem-lhes as últimas recomendações de vida. Quantos filhos não ouviram e guardaram com carinho as palavras: “Permaneçam unidos, querendo sempre bem uns aos outros”. Assim como a união dos irmãos eterniza as recomendações dos pais, a comunidade eclesial é o lugar por excelência da vivência do mandamento do amor deixado por Jesus. A partir desse mandamento, o cristão encontra o caminho do seu viver e da prática do amor. “Na comunidade dos fiéis, nós experimentamos o amor de Deus, sentimos sua presença e aprendemos, deste modo também, a reconhecê-la na nossa vida cotidiana. Ele amou-nos primeiro, e continua a ser o primeiro a nos amar, por isso, também nós podemos responder com o amor: Deus não nos ordena um sentimento que não possamos suscitar em nós próprios. Ele nos ama, faz-nos viver e experimentar o seu amor, e desta “antecipação” de Deus pode, como resposta, despontar também em nós o amor”. Os discípulos, na qualidade de escolhidos e de amigos de Jesus, vinculados à sua pessoa e missão, devem amar como Ele amou. “Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos”. Fazer de sua vida um dom total de amor, sem limites nem condições. A cruz é a expressão máxima da vida vivida no serviço aos outros. Aquele que aceita o discipulado participa do destino do Mestre, vive com Ele uma relação tão íntima que chega a dar a vida pelos amigos. TARDE MARIANA No dia 24 de maio, domingo, a partir das 15 horas, realizaremos a tradicional “Tarde Mariana” que tem por objetivo “meditar com Maria a vida de cada dia”. Trata-se de evento integrante das comemorações do Mês de Maria, exatamente este que estamos vivendo. Participe. José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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