‘Guarda Mirim’ apela para pizzas para pagar contas e salvar cursos


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<b>BAIXA ARRECADAÇÃO</b>- Placas sinalizam a obrigatoriedade do cartão da Área Azul na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro. Arrecadação com o estacionamento está bai
<b>BAIXA ARRECADAÇÃO</b>- Placas sinalizam a obrigatoriedade do cartão da Área Azul na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro. Arrecadação com o estacionamento está bai
A Esac (Escola de Aprendizagem e Cidadania de Franca), ex-Guarda Mirim de Franca, corre o risco de ter suas atividades paralisadas. A entidade, que em agosto completa 40 anos e é reconhecida em toda a cidade, enfrenta problemas financeiros. Nos próximos dias, precisará recorrer a uma campanha de venda de pizzas para salvar os cursos oferecidos. A queda de receita da Área Azul, principal fonte de renda da Esac, é o que teria provocado a crise nas finanças da instituição. A gerente administrativa, Geraldine Menezes, disse que, desde maio do ano passado, quando foram implantados os cartões de R$ 1 por uma hora, a entidade começou a apresentar redução de receita. A queda mensal gira em torno de 20%, o que representa cerca de R$ 10 mil menos nos R$ 50 mil arrecadados anteriormente. “Esse valor tem feito falta na hora de pagar os funcionários e fazer a manutenção dos cursos”, disse Geraldine. Além da campanha das pizzas, a ex-Guarda Mirim também tenta um aumento no preço dos bilhetes de Área Azul, que não é reajustado há dois anos. As negociações com a Prefeitura começaram há dois meses. A entidade tem a concessão para explorar o estacionamento da Área Azul até 2013. “A receita da pizza será para custear nossos projetos, pois estamos enfrentando problemas financeiros desde a implantação do cartão de área azul de uma hora, o que fez reduzir nossas receitas”. <a target="_blank" href="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/05/a3-a-esac-em-detalhes.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2612" title="arte/comércio da franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/05/a3-a-esac-em-detalhes.jpg" alt="arte/comércio da franca" width="500" height="360" /></a> A Esac, que até 2004 mantinha em média de 200 adolescentes, de 14 a 16 anos como “guardinhas” nas ruas da cidade, mudou seu foco depois que o Ministério Público e a Justiça do Trabalho proibiram o trabalho de menores nas vias públicas por considerá-lo perigoso. Com a mudança, a entidade precisou substituir os adolescentes por maiores de idade que recebem salário e perdeu grande parte das características que possuía desde que foi fundada. Anteriormente, outros 200 adolescentes também trabalhavam em empresas parceiras da entidade. Hoje são apenas 72. Atualmente são quatro cursos oferecidos (informática, auxiliar de administração, inglês e espanhol), todos gratuitos. “Atendemos 700 jovens por ano com cursos totalmente gratuitos e para mantê-los precisamos de um retorno. Estamos trabalhando apertados financeiramente, mas não estamos no vermelho”, disse Geraldine. Com a renda da Área Azul, além de custear o atendimento aos jovens, a Esac oferece todo o material didático e o transporte. A entidade mantém 40 agentes de trânsito que trabalham nas ruas, uma equipe de 11 professores e funcionários da parte administrativa.

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