A volta das mesas


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Não existe direito adquirido nas coisas ilegais. Há anos carros são roubados e, nem por isso o costume deve ser legalizado. O código de posturas é tão atual quanto à lei da gravidade, não devia mudar, exceto para enrijecer e harmonizar com novas leis como a 10.671/03, Estatuto do Torcedor (pois as turbas de bares, no pretexto de comemorar jogos, se dopam e fazem de Franca uma praça de guerra, com depredações, vandalismo, bombas, explosões, incêndios e até mortes). Antes, tínhamos vitrolas de bobinas, hoje, carrocerias de veículos lotadas de falantes dolby surround, amplificadores capazes de causar abortos, AVC, etc., estacionam em frente a bares para divertir a turba. Antes, ladrões de galinha, e hoje, o poder paralelo, facções de crime organizado, gangs, rede de tráfico de drogas. Antes era o traque, e hoje potentes bombas capazes de quebrar telhados de casas, causarem incêndios. Quem comete crimes é criminoso e se pudéssemos exportá-los, seria ótimo. Em Franca existem apologistas do alcoolismo querendo liberar bebida alcoólica como se fosse refrigerante, em flagrante afronta várias leis, que proíbem cadeiras nas calçadas, propaganda de bebidas alcoólicas, etc. A bebida alcoólica nas calçadas vai contra a ordem e a segurança pública, desvaloriza imóveis no entrono. Todos têm direito a espaços públicos sem bêbados, vândalos, xingamentos, sujeira, etc. E o povo deve exigir que estes direitos sejam respeitados. Há mais leis: calçadas livres para a passagem de pedestres, proibição a substâncias psicoativas que possam causar dependência; a lei da Hora Certa, a da necessidade de Relatório de Impacto de Vizinhança para empreendimentos novos; proibição de venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes ou ações que propiciem meios para que a bebida chegue a eles, cumplicidade em crimes ambientais, etc. Tudo sem cumprimento. Ainda assim, não para por aí: a recusa médica ordenada por juiz, supre a prova que se pretendia, mas a recusa ao bafômetro, que não produz prova, mas detecta o crime, é aprovada pelos defensores malignos do alcoolismo. Se total no álcool, rebeliões jurídicas se armarão... Marco Aurélio Silva Franca - SP ***** Parabéns, prefeito! O senhor encontrou uma brecha na lei mas agora é um pouco tarde, não é? Vários comerciantes tiveram que pagar R$ 2 mil e agora o senhor vem com essa de liberar... Quantos comerciantes tiveram até que fechar seus estabelecimentos por conta da lei do promotor? Será que o prefeito já sabia dessa brecha e, ainda assim, aproveitou para arrecadar mais um pouco? Pronto. Fiz meu desabafo. Flávio Francisco Viveiros Franca - SP

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