Córregos sem proteção são risco constante para motoristas


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MAIS UM - Imagem feita na madrugada de domingo, 10, mostra chevette prestes a ser retirado do Córrego dos Bagres. Veículo, com três pessoas, foi o quinto a cair na marginal em 2009
MAIS UM - Imagem feita na madrugada de domingo, 10, mostra chevette prestes a ser retirado do Córrego dos Bagres. Veículo, com três pessoas, foi o quinto a cair na marginal em 2009
A imprudência no trânsito e a falta de proteção nas margens dos córregos que cortam Franca já fizeram 14 vítimas somente neste ano. Elas se envolveram em quedas de veículos nos córregos. Dois dos acidentes ocorreram no último fim de semana, em menos de 24 horas. Na madrugada de sábado, uma saveiro caiu no Córrego Cubatão, na Avenida Doutor Ismael Alonso Y Alonso, e deixou seis feridos. No domingo um chevette foi parar dentro do Bagres. Mais três pessoas se machucaram. O saldo poderia ser mais trágico. Em 2008, três pessoas morreram após sofrerem acidentes desta natureza. Uma jovem de 18 anos, um rapaz de 20 e um senhor de 65 perderam a vida depois de caírem nos canais. Para o capitão Alexandre Luiz dos Santos, comandante do Corpo de Bombeiros de Franca, duas medidas ajudariam a reduzir as quedas dentro dos córregos. Os motoristas deveriam dirigir com mais cautela e a Prefeitura instalar proteção nas marginais. “Em ambas as marginais, a pavimentação é muito boa e isso proporciona um deslocamento mais rápido, portanto tem de redobrar a atenção. A instalação de muros ou outro tipo de contenção também reduziria os riscos desse tipo de evento”, disse. O respeito às normas de trânsito e cuidado dos motoristas devem ser intensificados quando chover. Com o tempo instável, surgem outras situações desfavoráveis que comprometem a segurança de quem circula pelas marginais da cidade. A visibilidade reduz, pode ocorrer aquaplanagem (a água impede a aderência dos pneus no asfalto e o controle do veículo) e o transbordamento nos leitos dos canais provoca correnteza. “Quando chove, a situação costuma se agravar. Pode haver óbitos porque o carro acaba sendo levado pelas águas”, disse capitão Alexandre. O SOCORRO A orientação do capitão Alexandre dos Santos às vítimas deste tipo de acidente e às pessoas que se depararem com a situação é manter a calma. Segundo ele, as condições neste tipo de ocorrência são diferenciadas e dependem de análise para decidir pelo procedimento mais adequado. O recomendado é esperar o socorro, pois uma atitude errada agravará as lesões. “Com o impacto ao cair no leito do córrego, as vítimas terão fraturas, torções e luxações. A parte mais frágil é o pescoço. Qualquer movimento errado pode lesar a coluna e a pessoa ficar tetra ou paraplégica. Tem de esperar o socorro especializado”. Se houver água, pode haver correnteza. Se a pessoa estiver dentro do carro tem que encontrar um local em que continue respirando. “Caso ela tente sair do veículo, poderá ser levada pelas águas e enfrentar obstáculos ao longo do córrego, como quedas muito altas”. As pessoas que presenciarem os acidentes nas marginais podem auxiliar os acidentados, mas com segurança. “Jamais deve-se expor mais pessoas à situação de risco porque pode aumentar o número de vítimas. Elas até podem lançar uma corda ou um objeto flutuante, mas sem se colocarem em contato com a ‘zona quente’ do acidente”, disse o capitão Alexandre.

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