Auxiliar denuncia flanelinhas da Nicácio


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Os flanelinhas de Franca agem nas proximidades de eventos, restaurantes, bares e casas noturnas, e parecem ter a Avenida Major Nicácio como um ponto preferido. Em março um “guardador de carros” foi preso depois de dar cobertura ao furto de uma moto na avenida. Em abril, um policial militar teve o carro riscado ao se recusar a pagar pelo “serviço”. Na noite de segunda-feira foi a vez de uma auxiliar-administrativa procurar a polícia para denunciar ter sido coagida. A mulher disse que estacionou seu veículo na avenida. “Eu ainda estava no interior quando se aproximou um rapaz dizendo que iria vigiar meu carro”, disse. O flanelinha, segundo ela, disse que cobraria “só” R$ 5 pelo “serviço”. Ao dizer que não tinha a quantia, o rapaz teria gritado e a intimidado. Sentindo-se ameaçada e temendo danos no veículo, a auxiliar entregou R$ 10 para o flanelinha e recebeu de troco apenas R$ 4. A polícia admite não ter como fiscalizar todos os locais onde os flanelinhas agem e que se o indivíduo não estiver infringindo uma lei penal, a polícia não tem o que fazer. No entanto o delegado Adolfo Domingos Júnior, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), garante que denúncias sobre ações de extorsão são investigadas. “Se houver alguma ameaça, a vítima deve de pronto acionar a polícia através dos telefones 190 (Polícia Militar) e 197 (Polícia Civil). Ninguém é obrigado a pagar e se o flanelinha coagir a vítima. Ele poderá responder por extorsão”, disse. A DIG tem um cadastro com fotos de dezenas de “guardadores de carro”.

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