A enfermeira sorriso


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Sem curso superior, Joana Darc Guimarães (ou Joaninha) é uma funcionária que chegou na principal unidade de saúde de Franca antes mesmo da ampliação da sede.
Sem curso superior, Joana Darc Guimarães (ou Joaninha) é uma funcionária que chegou na principal unidade de saúde de Franca antes mesmo da ampliação da sede.
Quase metade da vida Joana Darc Guimarães (foto ao lado), 64, dedicou à profissão de enfermagem na Santa Casa de Franca. Joaninha, como é carinhosamente chamada pelos pacientes e funcionários, já se aposentou, mas pelo amor à profissão não pensa em parar de trabalhar. Nem mesmo os netos e bisnetos a mantêm em casa. “Quando não puderem mais me pagar irei trabalhar como voluntária. Só não posso sair daqui, é minha vida. Não saberia viver de outro modo”, revela. Tantos anos de labuta diária lhe renderam muitas histórias. Uma que não sai de sua memória aconteceu há uns 15 anos. Passando por um dos quartos do hospital viu que um menino de 14 anos. Sua tristeza e seu choro lhe chamaram a atenção. O garoto havia sido baleado e estava com medo do que poderia acontecer. Pronta a ajudar, Joaninha entrou e sentou-se na cabeceira da cama. Bastaram as palavras sinceras - “Vai dar tudo certo” - e um sorriso da enfermeira para que o menino se acalmasse. Tudo deu certo e 16 anos mais tarde o garoto mostrou sua gratidão através de uma carta em que agradeceu seus cuidados. O recado foi dado no programa do Valdes Rodrigues, locutor do Jornal Difusora AM. “Lembro como se fosse ontem, dizia assim `Joaninha : a enfermeira sorriso`”, lembra esclarecendo ser este o melhor pagamento. Para Joaninha, paciente que passa por suas mãos não a esquece. “Já ganhei vários presentes em agradecimento das famílias dos pacientes”. É também sempre abordada nas ruas. “Esses dias mesmo, quando esperava ônibus, veio um e me cumprimentou com um belo sorriso”. Sem curso superior Joaninha é uma funcionária que chegou na principal unidade de saúde de Franca antes mesmo da ampliação da sede, que hoje conta com cinco andares “Quando comecei o prédio era pequeno. Não era preciso curso, era na prática mesmo que aprendíamos”, disse.

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