A rotina é pesada. Muitos passam longe de querer viver o dia todo em um hospital. Há aqueles que optam por essa rotina como profissão. São eles, os enfermeiros. Profissionais ativos nascidos para cuidar do próximo. Fazer curativos, aplicar injeções, ajudar em cirurgias, são algumas de suas funções. Para conseguir só mesmo tendo o dom. Só em Franca 3.500 pessoas atuam na área. O enfermeiro atua junto de equipes formadas por técnicos e auxiliares, em atividades assistenciais, administrativas, de ensino e pesquisa nos diferentes serviços de saúde.
Mas para chegar a se formar é preciso esforço, estudo e dedicação. Para o curso superior são quatro anos. O técnico, dois anos. Ambos com exigência de estágio. Atualmente são mais 2 mil alunos matriculados em ambas modalidades na cidade. São quatro opções: Unifran (Universidade de Franca), para quem deseja a graduação; e Senac, Colégio Industrial e o CeproSaúde (Centro de Formação técnicos profissionais da saúde), para quem optar pelo técnico.
Alguns começam pelo técnico e depois partem para o superior, como é o caso da estudante Tallita Alessandra de Paula, 22, que hoje cursando o primeiro ano na Unifran já tem experiência e atua na área. Determinada já sabe até onde quer trabalhar: “Gosto de ficar na UTI Neo Natal”. A decisão de ser enfermeira veio de seu primeiro emprego.
“Quando me formei técnica em enfermagem comecei a trabalhar na Santa Casa de Passos. E já como primeira tarefa cuidei de crianças internadas. Não parei mais”, disse. Hoje, após se mudar para Franca, ela trabalha no berçário da Santa Casa. Estima-se que na Unifran (Universidade de Franca), único local com curso de graduação na cidade, dos 508 estudantes, mais de 300 são de outros municípios.
Completando seus 150 anos a Enfermagem tem hoje seu dia de glória. Criada na Itália, a profissão se regulamentou em 1859 após surgiu para homenagear a britânica Florence Nightingale, idealizadora da primeira escola de enfermagem. Florence é a pioneira na profissão. Ela enfrentou os pais para cuidar de mendigos e doentes em guerras.
O Se Liga faz hoje uma homenagem a estes profissionais da saúde e conta como é o dia-a-dia de algumas destas pessoas marcadas por ajudar ao próximo em qualquer ocasião.
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