Francal já movimenta setor que aposta em `virada`


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<b>DESENVOLVIMENTO</b> - Equipe de designers da Calçados Sândalo discute tendências para a coleção primavera-verão
<b>DESENVOLVIMENTO</b> - Equipe de designers da Calçados Sândalo discute tendências para a coleção primavera-verão
Os calçadistas locais que exporão seus produtos na 41ª edição da Francal, entre 14 e 17 de julho, adotarão a estratégia de tentar aproveitar os efeitos da crise financeira mundial para vender mais. A lógica é simples: no primeiro quadrimestre do ano, os lojistas compraram muito abaixo da média e, segundo os industriais, estão com os estoques desabastecidos. De acordo com calçadistas de pequeno, médio e grande portes, a Francal representará, então, a oportunidade para que os comerciantes realizem essa reposição a partir das coleções a serem lançadas na feira. O empresário Jayme Borges, diretor da Calçados Stefanello, disse estar otimista e que nem pensará em crise durante a Francal. "Essa feira vai arrebentar de vender. Nos últimos quatro meses, o lojista tem comprado só o necessário. Então, ele está com a loja vazia. Agora, no segundo semestre, ele fica mais animado porque sabe que no fim de ano vende mais naturalmente", afirmou. Para José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria Calçadista de Franca), a expectativa é recuperar as vendas perdidas no primeiro semestre, período em que as fábricas foram prejudicadas pela queda nas exportações. Paralelamente às previsões, os calçadistas francanos se prepararam para a feira. As equipes de desenvolvimento de novos modelos tem trabalhado em ritmo frenético para agradar os compradores. A maioria esteve na Europa nos primeiros meses do ano para verificar as tendências mundiais para a temporada primavera-verão. Walter Vicente Ferreira, coordenador do curso de design do Senai Franca, foi um dos que estiveram no velho continente. "O que vimos foram modelos com medidas que deem conforto com bicos curtos, arredondados. Formas com funcionalidade e ao mesmo tempo humor e romantismo", disse Ferreira. Tendência que foi confirmada pelo diretor-comercial da Sândalo, Téti Brigagão. "O homem está mais conservador, mais comportado. Temos recebido pedidos de antigos modelos e devemos investir em uma releitura dos anos 70 e 80", disse Téti. Entre as novidades apontadas pelos designers consultados pela reportagem que devem chegar aos pés do brasileiro estão os solados feitos de borracha translúcida (quase transparente) e de massa mais leve. Os couros por sua vez deverão ser macios, nobucados, em tons pastéis e com estampas, principalmente de animais como jacaré. <b>SAMELLO</b> A Calçados Samello, uma das mais tradicionais empresas francanas, confirmou sua volta à Francal depois de dois anos afastada. A empresa reservou espaço nobre na feira, no Salão Top Fashion, ao lado de outra ex-gigante: a Agabê. O espaço é conhecido pela exposição de produtos de alto valor agregado e exclusivos, destinados a grifes e butiques. A última participação da Samello na Francal foi em 2006, ano em que encerrou sua produção e entrou em processo de recuperação judicial, com dívidas que chegavam a R$ 90 milhões. Em maio de 2008, a Samello voltou a produzir, mas com apenas 41 funcionários.

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