Com início do mês de maio, os cafeicultores de toda a região começam a se preparar para a colheita do café. Os catadores estão chegando principalmente da Bahia e norte de Minas Gerais. Como choveu muito nos últimos dias, a previsão é que a maioria dos produtores comece a colheita na segunda quinzena do maio.
Os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais ainda não têm um número fechado de quantos catadores serão contratados neste ano, mas somente em Ibiraci (MG) deverão ser contratados até 3 mil trabalhadores. “Já chegaram cinco ônibus lotados da Bahia”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Eliana dos Santos.
A maioria é contratada para trabalhar em grandes fazendas e fica alojada na própria propriedade. Na tentativa de levar mais dinheiro para casa, muitos catadores trazem famílias inteiras para trabalharem nas lavouras de café da região e preferem ficar sem registro. “Se a fazenda vizinha está pagando mais, o catador muda para ela”, disse o presidente do Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Patrocínio Paulista e Itirapuã, Heli Marques.
Em Pedregulho, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais quer acabar com essa prática. “A lei está mais rigorosa. Para acabar com a clandestinidade, os patrões estão tendo que ir até a cidade dos catadores e já trazer registrado. Assim eles não ficam pulando de uma fazenda para a outra”, disse o presidente do Sindicato, Sandro Marcos de Carlo. A colheita deste ano deve atrair aproximadamente 5 mil trabalhadores para aquele município.
Segundo Heli Marques, atualmente a média paga no município é de R$ 5 o alqueire, sendo que cada trabalhador colhe, em média, dez alqueires por dia. “Tem gente que passa o ano fazendo bico esperando o início da safra. É nesta época que eles ganham dinheiro”.
A Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) de Franca ainda não calculou o rendimento da safra deste ano, mas a previsão é que a queda ultrapasse 30% em comparação a produção passada quando foram colhidas 1,5 milhão de sacas. A queda da safra deste ano já era prevista por causa da bienalidade do café.
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