A polícia de Franca, em um intervalo de 24 horas, registrou cinco ocorrências em quatro diferentes estabelecimentos de ensino. Houve envolvimento de alunos, professores, diretora e até de uma mãe. Ameaças de morte ocorreram em uma escola municipal e uma universidade. Em duas escolas estaduais, brincadeiras entre alunos deixaram quatro feridos.
Duas ocorrências foram protagonizadas por universitárias. Uma aluna da Unifran disse que vinha sofrendo perseguição de uma colega de classe. Na terça-feira, a mãe dela tentou conversar com a acusada, mas foi ameaçada de morte. Na mesma universidade, uma professora não deu nota para o trabalho de uma aluna, que, insatisfeita, teria proferido ameaças. Ontem, chorando, a professora esteve na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e registrou Boletim de Ocorrência.
Outra ameaça de morte teria ocorrido na Escola Municipal "Antônio Sicchierolli", no Jardim América. O celular de um estudante desapareceu. A diretora perguntou para uma aluna se ela não teria pego o aparelho por engano. Se sentindo ofendida, a estudante, na presença de várias pessoas, incluindo PMs da Ronda Escolar, ameaçou a diretora.
Brincadeiras com feridos foram registradas em duas escolas estaduais. Na "Professor Pedro Nunes Rocha", Vila Europa, dois alunos da 8ª série resolveram trocar tapas dentro da sala de aula. A brincadeira se transformou em pancadaria.
Um colega tentou separar a briga, mas acabou ferido. Na Escola "Antônio Fachada", Parque Vicente Leporace I, um aluno atingiu uma colega de classe ao tentar chutar a parede. A vítima, com suspeitas de fratura no braço esquerdo, foi socorrida ao Pronto-Socorro "Doutor Janjão".
AS MEDIDAS
O assessor de imprensa da Unifran, Marcos Masini, 38, disse que não tinha conhecimento do registro das ocorrências envolvendo alunas da universidade, mas pretende obter cópias dos boletins para levar os fatos ao conhecimento dos diretores dos cursos. "Após a consulta, emitiremos nota oficial", garantiu Masini.
A secretária Municipal de Educação, Leila Haddad, disse que foi informada das ameaças contra a diretora da escola municipal e que hoje os membros do conselho de escola serão convocados para a reunião que definirá uma punição para a estudante.
Diretores e professores das escolas estaduais não se manifestaram. Segundo Luís Gonzaga José, 61, diretor da subsede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) em Franca, a "lei da mordaça" impera dentro dos estabelecimentos estaduais. "É difícil até para nós ouvirmos as vítimas, imagine para a imprensa", acrescentou Gonzaga.
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