Sindicatos se mobilizam para encontrar solução


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Os sindicatos que representam os 354 bares, restaurantes e lanchonetes de Franca estão se mobilizando para solucionar - ou pelo menos minimizar - os efeitos da proibição do uso de mesas e cadeiras nas calçadas. “Estamos nos organizando porque o resultado depende de vontade política, do vereador. Estamos trabalhando para convencê-los”, disse Carlos Marques, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Ribeirão Preto e região. Para Carlos, o bom senso deve prevalecer ao definir as regras para a utilização do espaço público. “Se a calçada é curta, não será autorizado colocar mesas e cadeiras. Mas tem calçadas de quatro metros em Franca que podem ser usadas sem prejudicar o espaço para os pedestres. É uma questão de bom senso e de flexibilizar”, disse. Segundo o presidente do sindicato, há urgência em resolver a situação, pois o setor não tem muito fôlego para lidar com a queda nos lucros. “Se o dono do bar está com menos mesas para receber os clientes, está com número de garçons excedente, então vai haver redução da mão-de-obra. É inevitável. O setor não tem gás para suportar por muito tempo essa condição”. Para o hoteleiro Francisco Faria, presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro e Similares de Franca e região, a proibição de mesas e cadeiras nas calçadas resultou na queda das vendas, mas os prejuízos também são reflexos da crise mundial financeira. “Até acredito que tenha caído, mas não só em virtude das mesas e cadeiras”. Francisco disse que, juntamente com o sindicato patronal, está articulando com a Câmara de Vereadores de Franca para tentar normatizar o uso das calçadas. O presidente espera contar com apoio dos proprietários dos estabelecimentos atingidos pelas regras. “O que mais me deixa chateado é que na votação do projeto de lei sobre as mesas e cadeiras pelos vereadores nenhum dono de estabelecimento esteve na Câmara para pressioná-los. Espero ter apoio deles desta vez”.

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