Vale qualquer sacríficio para ver ídolos de perto


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Roqueiro que é roqueiro faz qualquer coisa para ver a sua banda favorita de perto. Isso se refletiu nas centenas de pessoas que saíram de Franca para ver, no começo de abril, o megashow da banda americana Kiss, em São Paulo. Somente no micro-ônibus em que a reportagem do Comércio da Franca viajou, mais de 90% dos 30 "kissmaníacos" trabalham. O jeito foi inventar uma desculpa ou tirar folga com antecedência para escapar do chefe em plena terça-feira. E o sacrifício continuou no dia seguinte. A galera passou uma noite em branco para chegar em Franca às 7 horas e emendar o dia acordado a fim de compensar a folga. Haja energético. Mas quem foi à apinhada Arena Anhembi não se arrependeu do sacrifício. O lançamento incessante e inesperado de fogos de artifício saindo de todos os lados, incluindo da guitarra de Tommy Thayer, as labaredas de fogo, as performances de palco de Gene Simmons e os arranques vocais de Paul Stanley emocionaram. Acabaram como uma verdadeira recompensa para os mais de 30 mil fãs presentes. Será difícil esquecer Stanley atravessando a multidão, pendurado em uma corda, para cantar Love Gun, ou então a chuva de papéis durante o clássico Rock and roll all night. "Há dez anos o Kiss veio ao Brasil e não pude ir porque meu filho estava para nascer. A vontade de vê-los era gigantesca. Costumo dizer que o rock é o maior vício e o melhor hobby", relata o consultor técnico Gianluca Golineli, 30. Ele se mantém há 15 anos nessa vida de roqueiro inveterado viajando para os quatro cantos. "Já quase fui até Buenos Aires para ver AC/DC. Acabei vendo-os no Pacaembu em 1996. Que show".

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