Dois homens recém-chegados dos Estados Unidos e Europa estão sendo monitorados pela Secretaria Municipal de Saúde de Franca sob suspeita de terem sido contaminados pelo vírus da gripe suína. Nenhum deles foi internado, mas ambos aguardam os resultados de exames feitos para confirmar ou afastar a presença do influenza H1N1. Na quinta-feira, o Comércio da Franca divulgou o primeiro caso, o de um dentista que voltou na segunda-feira passada de Orlando, na Flórida, com sintomas parecidos aos da doença.
A segunda suspeita recai sobre um homem, também morador em Franca, cuja identidade não foi divulgada, que teria viajado em pouco mais de duas semanas duas vezes ao exterior. Na primeira, teria visitado alguns países da Europa e retornado a Franca para, em seguida, viajar para os Estados Unidos. Na América do Norte esteve em Nova York, umas das cidades americanas com maior número de casos suspeitos e confirmados daquele país.
De acordo com Rubens Pereira dos Santos, a possibilidade de confirmação da gripe, mesmo que pequena, requer o cumprimento de alguns procedimentos médicos obrigatórios, como o pedido dos exames laboratoriais específicos e o monitoramento do paciente.
Médico infectologista do Hospital Regional de Franca, Santos foi o profissional que primeiro examinou os dois homens que estão sob tratamento. Foi dele, 12 anos atrás, o diagnóstico de uma pessoa contaminada por hantavirose na cidade.
Para o profissional, é preciso ter cuidado na abordagem do assunto. No México, segundo ele, as autoridades de saúde estão tendo muito trabalho para cuidar de casos que foram notificados como gripe suína e que podem não passar de uma gripe. O país concentra o maior número de mortes associadas à gripe suína e o de pessoas suspeitas de estarem com o vírus (leia mais no Se Liga e no Caderno Brasil).
No caso do dentista, Rubens dos Santos afirmou que seu paciente já apresentava alguns sintomas parecidos aos da gripe suína mesmo antes de sair do Brasil. Ainda assim, não descarta qualquer possibilidade. “Acho natural e necessária a mobilização da Secretaria de Saúde de Franca. Mas primeiro precisamos dos resultados dos exames em mãos, o que pode levar dias, para sabermos com o que estamos lidando. Apenas um hemograma (exame de sangue) não é suficiente para afastar ou confirmar a existência do influenza nos pacientes”, afirmou o médico.
Os dois moradores de Franca estão realizando suas atividades rotineiras, mas sendo continuamente monitorados por agentes da Vigilância Epidemiológica, que acompanham de perto qualquer alteração no quadro de saúde deles.
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