Hospital cria programa para reduzir morte de idosos


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Pensando em melhorar a qualidade de vida e reduzir as despesas hospitalares com idosos, o Hospital Unimed de Franca decidiu fazer um mapeamento da condição dos pacientes acima dos 80 anos. Dos 928 usuários nesta faixa etária, 413 aceitaram participar da pesquisa e já colhem os benefícios do trabalho. Os demais não foram localizados ou preferiram não aderir ao programa. Franca tem 2.655 pessoas acima de 80 anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A partir dos resultados do projeto, o setor de Medicina Preventiva do hospital implanta ações para prevenir quedas, evitar complicações de doenças e controlar diabetes e hipertensão, por exemplo. "Nosso objetivo foi identificar os fatores de risco e colocar esses pacientes em processo de medicina preventiva. Nos interessava conhecer como estão vivendo nossos idosos acima de 80 anos e fazer um trabalho para diminuir as patologias futuras, diminuir doenças preexistentes e reduzir as quedas desses pacientes", disse o cardiologista Nilson Salomão, coordenador da Medicina Preventiva da Unimed. Para o levantamento, feito entre 2007 e 2008, o hospital firmou parceria com a Unifran (Universidade de Franca). Os alunos do curso de fisioterapia foram treinados e fizeram visitas domiciliares pré-agendadas. Nas casas, os entrevistadores aplicaram questionário seguindo padrões internacionais sobre o grau de dependência dos idosos; fizeram testes de equilíbrio e orientaram quais mudanças poderiam ser feitas nos ambientes para evitar quedas. A prevenção das quedas é importante e pode evitar mortes. Esse tipo de acidente é comum. Para se ter ideia da frequência, dos 413 usuários consultados, 197 (47,7%) afirmaram ter caído ao menos uma vez no último ano. Após sofrer fraturas, as vítimas podem ter complicações, como pneumonia, derrame e trombose. Estatísticas internacionais apontam que os acidentes são a quinta causa de morte entre os idosos; as quedas são responsáveis por dois terços dessas mortes acidentais. Outro resultado interessante do projeto é sobre a assistência familiar recebida pelos idosos. Do total de participantes, 390 (ou 94,43%) são cuidados por alguém da família: filhos, mu-lheres e netos. A cada dez entrevistados, quatro se sentem deprimidos e 260 (63%) do total de ouvidos têm algum tipo de dor, principalmente nas pernas e nos braços. <b>RESULTADO</b> Dos idosos que participaram do projeto, 244 foram encaminhados para atividades da Medicina Preventiva, como aulas de ginástica, dança de salão, ioga, tai chi chuan e outras. Os demais - 169 - recebem atendimento domiciliar com equipe multidisciplinar de psicólogo, fisioterapeuta e nutricionista. O principal resultado do projeto foi a diminuição de fraturas do fêmur no grupo que recebeu visita da equipe do hospital. Dentre os 413 visitados, apenas um paciente quebrou o maior osso do corpo. No outro grupo, 18 tiveram esse tipo de fratura. "Houve uma diminuição acentuada das quedas e fraturas. Vamos dar continuidade ao trabalho. Talvez façamos com os clientes a partir dos 70 anos também", disse o médico Nilson Salomão.

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