Sapateiros aceitam aumento de 7% e piso de R$ 558


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ACORDO FECHADO - Perto de 2 mil trabalhadores acompanharam assembleia, ontem, em frente ao Sindicato dos Sapateiros e aprovaram proposta do sindicato patronal
ACORDO FECHADO - Perto de 2 mil trabalhadores acompanharam assembleia, ontem, em frente ao Sindicato dos Sapateiros e aprovaram proposta do sindicato patronal
Cerca de 2 mil trabalhadores aprovaram no início da noite de ontem a proposta para convenção coletiva dos sapateiros de Franca. A partir do salário de junho, a ser pago em julho, as empresas do setor devem reajustar os vencimentos de seus funcionários em 7% e o piso da categoria passa a ser de R$ 558. Ainda fazem parte da convenção o pagamento de R$ 150 de abono escolar e 84 horas de participação nos lucros e resultados. O percentual total de reajuste salarial, no entanto, não é retroativo a 1º de fevereiro - data-base da categoria. O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, disse que as empresas terão que pagar os atrasados em cima de 6,5%, índice inicialmente oferecido pelo Sindifranca. “Essa diferença, assim como a do piso, deverá ser paga junto com o salário de maio, no quinto dia útil de junho”, disse o sindicalista. Para o presidente do sindicato patronal, José Carlos Brigagão do Couto, o acerto agradou às duas partes. “Foi uma decisão razoável, já que desonera um pouco os empresários neste primeiro semestre, enquanto ainda estamos sentindo os reflexos da crise econômica mundial”, afirmou Brigagão. O acordo teria sido acertado na manhã da última segunda-feira quando representantes do Sindicato dos Sapateiros e do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) assinaram um protocolo de intenções com os novos termos da negociação. AVANÇOS Entre as novidades apresentadas na negociação deste ano está a manutenção das cláusulas não econômicas por dois anos. “Isso vai evitar que tenhamos que discutir anualmente itens como café da manhã e estabilidade para gestantes, por exemplo”, explicou Ribeiro. Também será formada uma comissão permanente com integrantes dos dois sindicatos para discutir as demais questões que fizeram parte da pauta de reivindicações dos sapateiros. Ao todo, cerca de 129 itens não chegaram a ser discutidos. “Acreditamos que isso tenha sido um avanço porque ao longo do ano trataremos de assuntos que às vezes não chamam tanta atenção, mas que são importantes para os trabalhadores”, disse o sindicalista, que apontou como exemplo a discussão sobre saúde e segurança no local de trabalho e qualificação e atualização dos funcionários das indústrias.

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