‘Cachorro Morto’ é a atração do fim de semana


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Inspirado na obra do artista gráfico holandês M.C. Escher, o espetáculo Cachorro Morto apresenta neste fim de semana o universo de um personagem com Síndrome de Asperger - distúrbio com sintomas semelhantes ao do autismo. A montagem da Cia. Hiato será encenada neste sábado e domingo, às 20 horas, no Teatro do Sesi. As sessões são gratuitas e os ingressos devem ser retirados no local com uma hora de antecedência. Com texto e direção de Leonardo Moreira, o drama trata da história de um personagem portador da Síndrome de Asperger, que, acusado de matar o cachorro da vizinha, é preso por uma noite e, durante esse período, decide investigar o acontecimento, montando uma peça de mistério e assassinato. O espetáculo conta com cinco atores para interpretar um único personagem e seu universo ao mesmo tempo tão próximo da matemática e tão distante dos seres humanos e de suas relações interpessoais. O tempo todo em cena, os atores são chamados pelo próprio nome e contracenam em palco quase nu. Inspirada nos livros The Curious Incident of the Dog in the Night-Time, de Mark Haddom, A Música dos Números Primos, de Marcus du Sautoy, e Nascido num Dia Azul, de Daniel Tammet, a peça dispõe de projeções de animações no chão do espaço cênico com o intuito de criar um universo lúdico, em que muitos números e fórmulas interagem com o elenco. “São os atores que multiplicam as imagens de um portador de Asperger, desenham um caleidoscópio de emoções e, por meio de suporte multimídia, modificam nosso olhar”, afirma Moreira. “A animação cria jogos que, além de divertidos, nos levam diretamente à infantilidade do pensamento do nosso herói autista”. A obra do artista gráfico holandês M.C. Escher norteia toda a montagem desde a composição do cenário e do gestual dos atores até a influência de suas xilogravuras nas estampas do figurino. Latas de ervilha espalhadas pelo palco, um adesivo em forma de quadrado branco no chão para as projeções e, na parede ao fundo, centenas de post-its compõem a proposta do cenário. “Os pequenos adesivos amarelos criam um jogo de ilusão e um espaço de imagens relacionadas às ordens e comportamentos idiossincráticos de um portador da síndrome”, revela o diretor. O Sesi de Franca fica na Avenida Santa Cruz, 2870 - Vila Santa Cruz. Mais informações pelo telefone (16) 3721-1444.

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