Tiradentes, Congonhas e Ouro Preto: que história!


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Cartão postal - Turistas no Chafariz de São José das Botas, de 1749, o principal de Minas Gerais. Servia de lugar para abastecimento de água pela população (bicas frontais), para cavalos (à esquerda) e para
Cartão postal - Turistas no Chafariz de São José das Botas, de 1749, o principal de Minas Gerais. Servia de lugar para abastecimento de água pela população (bicas frontais), para cavalos (à esquerda) e para
Belo Horizonte pode reunir tudo o que agrada a um turista, seja um de fim de semana ou daqueles dispostos a passar dias na capital mineira. A cidade, com suas noites agradáveis e gente boa de papo, oferece calmaria, lazer e diversão em doses proporcionais. Mas vamos falar de outras paragens. Para quem tem interesse em história, Ouro Preto, Tiradentes e Congonhas são lugares de visitação obrigatória. Um dia, dois, três, uma semana. Qualquer tempo é pouco para conhecer e desvendar essas que são apenas parte de um imenso roteiro de cidades históricas espalhadas por Minas Gerais. No terceiro dia da viagem feita a convite da Secretaria de Turismo de Minas, o grupo de jornalistas parte da cidade de Brumadinho, onde fica o Museu Inhotim (Comércio da Franca - Caderno de Turismo, 25/4) em direção a Congonhas, para um encontro com a obra máxima de Aleijadinho. No Santuário de Bom Jesus dos Matosinhos, os 12 profetas descansam no átrio da igreja..., castigados pelos mais de 200 anos de exposição ao tempo e ao inclemente pó gerado pela extração do minério de ferro, que cobre toda a cidade. A vista das esculturas merece contemplação, e ela é perceptível nos rostos de cada visitante que as observa. Tanto quanto Ezequiel, Amós, Oseias ou Habacuc, vale descer a ladeira do santuário e caminhar entre as capelas que representam os 12 passos do calvário de Jesus. De Congonhas o grupo segue pela BR 040, rodovia federal que liga Belo Horizonte ao Rio de Janeiro, com destino a Tiradentes. O movimento na estrada é intenso, mesmo à noite, e requer muito cuidado. Por mais que se queira, defender as rodovias mineiras, sobretudo quem dirige por lá, não é algo que se faça com muita resolução. Seja por conta da extensa malha (20% das rodovias do País), da topografia, sinuosidade ou pela dificuldade em tê-las conservadas, o fato é que as estradas de Minas Gerais exigem cuidado redobrado do motorista. Os postos de policiamento rodoviário não são escassos, mas muito distantes entre um e outro. Descontando as regiões de serra, mesmo nas rotas que ligam as cidades mais importantes, há falta quase crônica de acostamentos e a sinalização é deficiente. O grupo chega a Tiradentes no início da noite. Para quem nunca esteve lá, as impressões podem se misturar e variar do espanto pela calmaria ao encanto por caminhar em ruas e vielas centenárias, com casarios e monumentos com 250 anos de existência, numa incrível sensação de volta ao passado. Tiradentes é o quarto nome que o lugar, fundado em 1718, recebeu, após as descobertas das primeiras lavras de ouro pelos portugueses, em 1702. De Tiradentes, a viagem segue a Ouro Preto, passando por trechos da Estrada Real, o longo caminho de quase 1.400 quilômetros criado pelo Império para escoar o ouro e os diamantes extraídos de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro e Paraty. Comunidades com algumas poucas centenas de moradores, quase todas muito pobres e tão antigas quanto as cidades mais famosas, vão ficando para trás. Um exemplo é Bichinhos, com menos de 800 moradores, vivendo praticamente todos do artesanato. Mas a história do lugar nem sempre foi essa. [FOTO2] Ao chegar a Ouro Preto, quase meio-dia de uma quarta-feira, surpreende o número de pessoas nas ruas. Gente do mundo todo caminhando por suas ladeiras, esperando o momento de entrar nas igrejas seculares, apreciando cada detalhe desta que foi a cidade mais rica do Império Português. Se você perdeu as matérias anteriores sobre Minas Gerais do Caderno Turismo & Lazer, acesse já www.comerciodafranca.com.br.

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