O dedo de Deus


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O homem começa a colher a temperatura da fornalha que começou a acender. E como percebemos que num espaço de tempo de quinze anos, por exemplo, o clima ficou bem mais oscilante e desregulado? As sombras das mangueiras de antigamente eram bem mais fresquinhas. Ah, se eram... Ouça os sons da floresta. Não lembram mais melodias barrocas de Vivaldi, canções medievais, valsas de Strauss, interpretadas por corais de pássaros. Remetem à Dança Macabra, de Saint-Saëns, o cortejo de esqueletos ao redor da morte, e ao choro dos mortos diante da destruição, das árvores que tombam e dos animais sacrificados. Veja os rios e lagos. Exalam podridão, vítimas da insanidade dos que os profanam, pessoas e empresas que despejam lixo, esgotos. A vida desaparece das águas, transformadas em fontes de pestilência. Respire o ar que ainda resta, poluído, repleto de resíduos químicos, tóxicos. Em breve, será extinto e, sem ele, a vida desaparecerá da terra. Restará um planeta deserto vagando pelo espaço. Será que ainda há tempo para agir e evitar o fim que se aproxima? Se não bastasse usar água como vassoura, ainda não deram jeito de obrigar os cidadãos, senhores de propriedades rurais, a refazerem, sob pena de prisão e chibatadas, as matas ciliares de outrora. A conservação das florestas e outros elementos da natureza é uma das urgentes medidas de segurança pública reclamadas no País. O governo precisa contratar e treinar mais fiscais do meio ambiente, dar porte de arma para eles e mandar para a Antártida esses exploradores ilegais de madeira e de garimpos que transformam as belas paisagens do cerrado brasileiro e da floresta amazônica em queijos furados desertificados. Estão brincando com o dedo de Deus. E como estão. Na região de Franca, para piorar só mais um pouquinho, implementaram a monocultura da cana-de-açúcar. Aquela poeirinha da varanda, aquela fuligem de capim queimado em cima dos carros vem daí, das fogueiras de dezenas de metros de altura ou dos quilométricos descampados nus de poeira fofa solta e virando areia. O açúcar há de ser amargo para as gerações futuras. Estamos na emergência de pedir socorro a quem pode socorrer; aconselhamento a quem pode aconselhar; ajuda a quem pode ajudar; defesa a quem pode defender - em um esforço de proteção desse bem comum assaltado, que precisa já, hoje e agora ser protegido. A natureza - o bem mais valioso da criação - tem sido criminosamente agredida! A resposta da natureza está à vista nas correntes de ar seco e na carência de chuva! Até quando? FALTA INCENTIVO Hoje termina o prazo para a entrega das declarações do imposto de renda. Falar nisso, a Receita Federal não aceita despesas de livros ou revistas como dedutíveis do Imposto de Renda. Por isso mesmo, a cada ano cai o índice de leitura entre adolescentes. Livro é bem mais caro que crack. PORCARIA O Presidente Lula disse aos brasileiros para não se preocuparem com a febre suína. Agora sim, estou preocupado! Se for igual à marolinha da crise financeira, que Deus nos proteja. TÁ DANADO De Adriane Galisteu: ‘Sou de uma família de viciados: meu pai era alcoólatra; meu irmão, drogado; minha mãe, viciada em bingo e eu sou viciada em sexo’. Como deu uma cambalhota a escala de valores, não? O que antes era motivo de vergonha, hoje é de orgulho... DUPLA COMEMORAÇÃO Segunda-feira, 4 de maio, os irmãos gêmeos Francisco e Valéria Domenes fazem festa, comemorando mais um aniversário. São filhos da nossa querida Olívia Manhas, da sauna do Clube dos Bagres. Chicão Domenes, sãopaulino apaixonado, encomendou um bolo de dois andares com as cores do tricolor do Morumbi para comemorar a data. A festa promete. NEGATIVO Quando aparecerá alguém para dar um basta nesse vergonhoso exagero de feriados? Amanhã tem mais um. Neste ano teremos no Brasil onze feriados nacionais em dias úteis, sem falar nos feriados estaduais e essa aberração que chamam de ‘ponto facultativo’. Por causa dos dias parados, o Brasil pode deixar de produzir cerca de R$ 156 bilhões, segundo estimativa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Mesmo indústrias que não param por causa do alto custo de religar as máquinas ou do desgaste nos equipamentos, reclamam. Só não se queixam os inconsequentes que adoram viver de papo para o ar, sem sequer imaginar os prejuízos gerados pelo excesso de preguiça. POSITIVO Demorou, mas a Cetesb - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental realizou uma blitz no começo desta semana em postos de combustíveis de Franca. Postos irregulares contaminam o solo, causando sérios problemas ao meio ambiente. A própria Cetesb anunciou, recentemente, que a maioria dos postos do Estado de São Paulo está sem condições de funcionamento. Ou seja, continuam operando com equipamentos antigos e tanques sem condições de segurança. Com uma estrutura subterrânea defasada, a probabilidade de haver vazamentos é alta, o que também aumenta o risco de incêndio e explosões. Positiva, essa blitz. PROBLEMA RESOLVIDO Duas senhoras ‘tricotam’, enquanto tomam o chá das cinco: ‘Sabe, Zezé! Depois de anos consegui tirar do Olegário o vício de roer as unhas!’. -E como você conseguiu isso, Zulmira? -Escondi a dentadura dele... Edward de Souza Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br

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