O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, José Nhozinho Ramos, o “Paraná”, foi ouvido ontem à tarde pelo delegado do 1º Distrito Policial, Luís Carlos da Silva, para dar explicações sobre o bloqueio dos cartões de crédito Valecon de mais de 600 trabalhadores associados ao sindicato.
Os valores devidos pelos servidores seriam descontados na folha de pagamento pela Prefeitura e mensalmente repassados ao sindicato, que paga a administradora.
Na última sexta-feira, os cartões foram bloqueados devido ao atraso do sindicato em pagar a fatura - a data de vencimento do documento era para o dia 17 e até a tarde de segunda-feira o pagamento não havia sido efetuado.
O delegado Luís Carlos da Silva disse à reportagem que Paraná teria repetido a explicação dada ao Comércio ontem, em que afirmava não ter recebido até a data do bloqueio o total a ser pago à administradora. "Segundo ele, o total repassado pela Prefeitura não cobre tudo o que é devido pelos servidores. A diferença teria causado o atraso no pagamento", disse o delegado.
Paraná teria ainda entregue ao policial uma cópia do contrato com a administradora no qual haveria uma cláusula que impediria o bloqueio dos cartões pela empresa por pelo menos 20 dias após o vencimento.
"Paraná também apresentou um comunicado de esclarecimento fornecido pela administradora dos cartões, no qual a empresa pede desculpas aos servidores e ao sindicato pelo bloqueio indevido dos cartões. Pelo documento, a confusão teria sido causada por um problema administrativo. A Valecon diz ainda que amanhã (hoje) pela manhã os cartões já devem estar desbloqueados", contou Silva.
Amanhã será a vez de um representante da empresa comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos.
O Comércio tentou ao longo de todo o dia de ontem, sem sucesso, entrar em contato com a Valecon através de e-mail, pelos telefones que aparecem no site da empresa e pelo celular do diretor administrativo da mesma. Nenhuma das tentativas obteve resposta. O presidente do Sindicato, José Nhozinho Ramos, também foi procurado durante todo o dia em seu celular e na sede do sindicato. Até o fechamento desta edição, ele não havia respondido às ligações.
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