Preço do litro do leite dispara e já supera os R$ 2 em Franca


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<b>MAIS CARO</B> - O vendedor Roberto Orozimbo consulta preço do leite longa-vida no Supermercado Pedigoni: de acordo com ele, de fato, houve aumento no valor de venda do produto. *O preço subiu muito*.
<b>MAIS CARO</B> - O vendedor Roberto Orozimbo consulta preço do leite longa-vida no Supermercado Pedigoni: de acordo com ele, de fato, houve aumento no valor de venda do produto. *O preço subiu muito*.
O leite longa-vida está mais caro. Há duas semanas, os comerciantes têm reajustado as tabelas de preço do produto, que já ultrapassa os R$ 2. Em dez estabelecimentos consultados pelo Comércio da Franca nesta semana, o preço médio do litro era R$ 1,77 e subiu para R$ 2,06, 16% a mais. Antes da alta, o leite de caixinha era encontrado por até R$ 1,59. Em alguns supermercados, o leite de saquinho também está mais caro. As alterações se devem à falta de chuva nesta época do ano que deixou os pastos mais secos. Sem alimento em abundância, as vacas produzem menos leite. O consumidor precisa estar atento, pois a variação de preço de um local para outro é grande. O leite de uma das marcas mais vendidas na cidade foi encontrado por valores entre R$ 1,79 e R$ 2,40. Rodrigo Carvalho, gerente de supermercado, disse que o aumento surpreendeu e precisa ser repassado ao consumidor final. “O produto é muito procurado. Se o cliente não encontrar a marca que consome, irá procurar em outro estabelecimento. Por isso temos de pagar o preço mais alto e, para não termos prejuízos, somos obrigados a repassar o reajuste”. Numa das panificadoras de Franca, a queda nas vendas já foi registrada. “O leite subiu absurdamente. Tivemos de aumentar R$ 0,41. Isso prejudica as vendas. Já notei que os consumidores deixaram de comprar. Um cliente nosso comprava cinco caixas a cada 15 dias e não está levando mais”, disse Maria Amélia Cunha, operadora de caixa. José Carvalho, sócio-proprietário de uma rede de supermercados, disse que o consumidor não deixa de comprar leite, pois é consumido diariamente, mas reduz a quantidade levada. Muitos optam por outro tipo de leite. “É um produto de primeira necessidade por isso a pessoa compra mesmo com o aumento. Mas se antes levava três leites de caixinha, hoje leva dois e compra um de saquinho para compensar o preço final”. O de saquinho é vendido por ele a R$ 1,45. O vendedor Roberto Orozimbo, 54, fez uma cirurgia de coração e precisa tomar leite todos os dias. Ele consome um litro por dia. “Subiu demais. Só com leite, vou gastar R$ 60 por mês. Só compro porque preciso mesmo”. <b>VACAS MAGRAS</b> Odorico Barbosa, diretor superintendente do Laticínios Jussara, de Patrocínio Paulista, afirmou que o leite tem sofrido altas desde a primeira quinzena de março e o aumento deve prosseguir, em menor escala, até agosto, quando volta o período de chuvas. O aumento acontece por causa da entressafra. Como para de chover nesta época do ano, o pasto reduz e o produtor tem de recorrer a outro tipo de alimentação. A produção também diminui. “Nesta época do ano, sem chuvas, o pasto, que é uma (fonte de) alimentação barata, seca e some. O produtor tem que recorrer a uma alimentação com ração e sal mineral, que encarece bastante a produção do leite”. Segundo ele, no fim do ano, fora da estiagem, o preço do leite deve cair.

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